08- Por que Padre Zezinho está (de novo) na mira de católicos tradicionalistas: 'Sou agredido todos os dias, falam que sou um câncer para a Igreja'
Padre Zezinho,
autor de “Oração pela Família”, completou 85 anos e ganhou a primeira biografia
autorizada no ano em que celebra 60 anos de sacerdócio
Por BBC
Padre José Fernandes de Oliveira, assim, com nome de registro, completo e dois
sobrenomes, não parece alguém especialmente famoso. Mas Padre Zezinho, como
ficou conhecido esse sacerdote brasileiro autor de mais de 1,8 mil músicas, é
um ícone do catolicismo brasileiro.
Ele é o compositor de canções profundas e extremamente conhecidas,
algumas das quais transcenderam o ambiente das igrejas e acabaram se
transformando em sucessos populares — desses que tocam em rádios e, por vezes,
ganham regravações de artistas não religiosos.
Em 1997, por exemplo, Padre Zezinho foi um dos convidados do tradicional
especial de fim de ano de Roberto Carlos, para cantar sua célebre Oração
pela Família.
"Que nenhuma família comece em qualquer de repente, que nenhuma
família termine por falta de amor."
Os versos dessa música são daqueles que ecoam na cabeça das pessoas como
se fossem obras de domínio público, de tradição popular. Esquece-se até que há
um autor por trás de uma canção tão conhecida.
Completou 85 anos de vida, em 8 de junho, e no ano em que comemora 60
anos de sacerdócio, Padre Zezinho ganhou sua primeira biografia autorizada, o
livro Apenas Um Cidadão do Infinito: Vida e Missão de Pe. Zezinho,
escrito pela jornalista Gabi Bonvechio, que trabalha como assessora dele desde
2019. E diz que está pronto para as celebrações.
"Eu estou deixando que façam tudo. Não estou falando mais nada. Se
querem, que marquem e eu vou", diz ele, em entrevista à BBC News Brasil,
concedida por videochamada de um espaço no convento do Sagrado Coração de
Jesus, conhecido como Conventinho, em Taubaté, onde ele mora com outros
religiosos.
"Sou um enfermo que se controla e consegue se cuidar",
completa o sacerdote, que há anos redobra os cuidados e limita sua rotina por
conta principalmente de dois eventos.
Em 2012, ele sofreu um acidente vascular cerebral e ficou sete meses sem
conseguir falar. "Deus me trouxe de volta", diz. No ano seguinte, foi
diagnosticado com câncer de próstata — segue em tratamento, com a doença sob
controle.
Se a saúde e a idade já não o permitem uma intensa atividade em shows e
missas, Padre Zezinho segue expondo suas opiniões — ou
"catequizando", como ele prefere — nas redes sociais.
Sua página oficial no Facebook tem mais de 1 milhão de seguidores, e,
ali, o religioso e sua equipe postam quase diariamente. Além de frases para
reflexão, o padre promove suas ideias cristãs com artigos. Muitas vezes, no
mundo polarizado atual, polêmicas surgem.
O caso mais recente ocorreu em maio. Foi precipitado por um texto que
nem é de autoria do religioso, um artigo do filósofo e sociólogo Romero
Venâncio, professor na Universidade Federal de Sergipe, que Zezinho republicou
em sua página.
O acadêmico expunha sua preocupação acerca do que classificou como
"escalada delirante de extremistas católicos nas redes digitais",
situando estes entre os "tradicionalistas" e como membros da
"direita católica".
O resultado foi tenso. Até vídeos fakes associando o padre ao comunismo
viralizaram, entre ataques e calúnias.
Padre Zezinho lidou com o episódio com a experiência de quem mantém a
coerência mesmo levando pedradas há seis décadas.
"Todos os dias eu sou agredido. Mas essa gente é 2% [dos
católicos]. Os outros 98% querem catequese, querem atualização. A maioria quer
o Vaticano 2º, a maioria quer as encíclicas sociais."
Ele se refere ao Concílio Vaticano 2º, ocorrido entre 1962 e 1965 —
daqueles debates realizados pela cúpula do catolicismo saiu a modernização da
Igreja. As missas deixaram de ser em latim, e os padres e bispos ressaltaram o
compromisso de atuar junto aos pobres, de trabalhar pelo social.
Já as "encíclicas sociais" mencionadas por Zezinho são o
conjunto de cartas papais inaugurado pelo papa Leão 13 (1810-1903) com a Rerum
Novarum, há 135 anos — e cujo mais recente exemplo saiu há poucos dias, a
Magnifica Humanitas, de Leão 14. São documentos em que o pontífice expressa
preocupações sociais e, por isso, acabaram sendo chamados de doutrina social da
Igreja.
"Falam até que eu sou um câncer para a Igreja. Não desejo o câncer
para ninguém, até porque tenho um em tratamento. Nunca vou chamar alguém de
câncer. Vou discordar de muitos, mas vou continuar sendo amigo e buscando
diálogo."
Ao justificar seu olhar social e seu discurso em prol dos mais pobres,
ele recorda o sacerdote católico francês Léon Gustave Dehon (1843-1925),
fundador da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, ordem religiosa
à qual Zezinho pertence — por isso, são chamados de "padres
dehonianos".
"Ele era um homem que buscava uma proposta política e religiosa de
diálogo, tanto para os operários quanto para os patrões. Eu cresci nessa
ideia."
Ordenado nos EUA
O despertar vocacional de Zezinho está intimamente ligado aos
dehonianos.
Mineiro nascido em Machado, ele se mudou para Taubaté aos 2 anos de
idade, com a família. "Pai e mãe paralíticos, e vivíamos em um bairro
muito pobre", recorda.
"Eu era coroinha e cresci ajudando nas missas. Todos os dias ia com
minha mãe, cedo, depois ia para a escola. Após a aula, fazia os trabalhos que
tinha de fazer, levava comida para meus irmãos na fábrica [onde eles, mais
velhos, trabalhavam], brincava por duas horas e, de novo, ia com minha mãe para
o Conventinho, porque a gente ajudava lá."
A mãe, Waldivina Messias de Oliveira, trabalhou como costureira,
lavadeira e cozinheira na casa religiosa. "Cresci no ambiente de convento
e gostei daquilo", recorda o padre. Tornou-se seminarista na adolescência
— tinha 12 anos quando ingressou no seminário mantido pelos dehonianos na
cidade de Lavras, em Minas Gerais.
O percurso até a ordenação foi um périplo. De Lavras, foi para Corupá,
em Santa Catarina, em outra instituição da mesma ordem. Aos 19 anos, nova
mudança, para Jaraguá do Sul, também no estado catarinense, para mais uma etapa
de seus estudos rumo ao sacerdócio.
No ano seguinte, já tendo feito os primeiros votos, seguiu para Brusque
— como noviço, ali estudaria filosofia. Dois anos depois, passou uma breve
temporada na Taubaté de sua infância, estudando Teologia e matando a saudade
dos familiares.
Foi quando os superiores da ordem decidiram que quatro jovens religiosos
deveriam ter uma experiência internacional. Dois foram destacados para estudar
em Roma. Outros dois, Zezinho entre eles, foram para os Estados Unidos.
De lá, enquanto se graduava em Teologia em Hales Corners, perto de
Milwaukee, Zezinho acompanhou as discussões que transformariam a Igreja e o seu
futuro: do outro lado do Atlântico, ocorria o Concílio Vaticano 2º.
Padre Zezinho professou os chamados votos perpétuos em setembro de 1964,
em cerimônia ocorrida em Honesdale, na Pensilvânia. Ele se tornou diácono em
junho de 1966 e, finalmente, padre em setembro do mesmo ano.
Um ano depois, Padre Zezinho celebrou sua primeira missa em Taubaté —
ele estava de volta ao Brasil. Vinha no espírito do Concílio que havia
terminado há pouco tempo. Animado, jovem, passou a usar o violão em
celebrações. Não era o sisudo padre José, mas o simpático Padre Zezinho, que
dispensava a batina no convívio social e era próximo, sobretudo, da juventude.
De um lado, nascia ali um capítulo importante na história da Igreja
Católica no Brasil. De outro, Zezinho começava a sofrer críticas de conservadores.
Detratores chamavam seus primeiros trabalhos de "musiquinhas adocicadas e
festivas", seus encontros com jovens de "alucinógenos
espirituais", seus textos de "livrinhos inconsequentes" — como
recupera Gabi Bonvechio, na biografia recém-lançada.
Padre Zezinho conta que o gosto pela música veio de casa — seu pai,
Fernando José de Oliveira, gostava de tocar viola. A infância em Taubaté,
lembra ele, também foi muito musical — terra de estrelas como Hebe Camargo
(1929-2012) e Celly Campelo (1942-2003), enfatiza o religioso. O caipira
eclético que gostava de rock e música popular em geral encantou-se pelo country
e pelo blues em sua temporada nos Estados Unidos. Isso tudo moldou seu estilo.
Em texto publicado na revista acadêmica Caminhos em 2020, o teólogo
Antonio Manzatto, professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,
situou a gênese da trajetória de Zezinho na efervescência político-cultural dos
anos 1960.
Manzatto lembra que eram tempos de ditadura militar no Brasil, rock nas
rádios e TVs e contracultura no mundo jovem. A Igreja Católica, pós-Concílio,
respirava ares de renovação, o que, segundo ele, "permitiu que a vivência
religiosa se organizasse em estruturas diferentes".
"Nesse ambiente, a figura de padres modernos foi extremamente
importante. Padres renovados que se vestem de maneira simples, sem a sisudez
das batinas, que falam a língua do povo, que não hesitam em se fazer próximos
das pessoas, de suas casas, de suas vidas", pontua Manzatto.
"Para a juventude que andava em busca de novos referenciais,
figuras assim eram muito bem-vindas; e para a Igreja, que buscava nova
linguagem e novas formas de comunicação com a juventude, o encontro foi
extremamente benfazejo."
Padre Zezinho se apresentou nesse cenário, com seu nome "diminutivo
familiar que aproxima as pessoas, bem ao gosto dos brasileiros". Seu
discurso simples era diferente do empolado tradicional dos padres de então. Ele
ouvia os jovens e dialogava com eles. De quebra, trouxe a música.
"Não a música dos claustros, das orquestras ou de ritmos distantes
da juventude", salienta Manzatto. "Mas a música contemporânea com
violões, guitarras e baterias ao estilo dos conjuntos musicais da época."
Para o sociólogo Rogério Baptistini, professor na Universidade
Presbiteriana Mackenzie, Zezinho é "um dos pioneiros da evangelização
moderna".
"Ele usou a música como ferramenta de comunicação de massa e pregou
a paz e o diálogo em letras alinhadas à doutrina social da Igreja, sempre
conectado ao seu tempo e à visão progressista do catolicismo", afirma,
definindo o Padre Zezinho como um "patrimônio sólido" do catolicismo
brasileiro.
Diversas místicas, uma Igreja
Se desde o início vieram críticas do lado mais conservador da Igreja, da
parte de Zezinho nunca houve muro entre os segmentos diferentes do catolicismo.
Ele conta que foi formado um grupo de religiosos em 1969, com oito padres de
estilos diferentes que passaram a se reunir periodicamente — em uma tradição
que durou até 1980.
Entre eles, estavam Jonas Abib (1936-2022), que depois se notabilizaria
como fundador da comunidade Canção Nova e um dos principais expoentes do
movimento conservador e fundamentalista Renovação Carismática Católica (RCC), e
também o padre jesuíta Casimiro Irala (1936-2024), músico paraguaio radicado no
Brasil e integrante da Ação Católica, grupo conhecido pela ênfase na doutrina
social da Igreja.
Eram místicas diferentes, lembra Zezinho. "Mas a gente era muito
amigo, coisa assim de irmão". "Brincava com padre Jonas: sua mística
é ensinar a orar, a minha é ensinar a partilhar. Não pensávamos igual, mas nos
amamos do mesmo jeito."
Com Irala, disse que aprendeu muito sobre música também.
Como suas canções sempre foram mais com mensagens sociais do que de louvor,
ele acabou sendo associado à linha Teologia da Libertação (TL), corrente cristã
que enfatiza como necessária a opção preferencial pelos pobres — ao contrário
da imensa maioria dos padres cantores que vieram depois, casos de Marcelo
Rossi, ligado à RCC e com canções de louvor. Desde aqueles primeiros anos, era
uma postura que o deixava alvo de críticas dos conservadores.
Padre Zezinho é cuidadoso nas palavras. Refuta ser chamado de
progressista, porque entende que isso deixa os conservadores na posição antagônica
de "atrasados": "Sou atualizador. Respeito os conservadores e
respeito os progressistas".
Contestando os contestadores
Desde cedo, lembra ele, seus amigos diziam que ele estava escolhendo um
caminho difícil. "Porque estava contestando os contestadores, os que não
aceitavam o Vaticano 2º. Rios não correm para trás. Os peixes, sim. Mas o rio
vai adiante."
"Teve jornalista ultraconservador que me chamou [ao lado de outros
nomes da Igreja] de 'vaca sagrada' quando eu estava ficando muito famoso com minhas
canções, e, mesmo sofrendo críticas, a Igreja não mexia comigo."
Sobre a TL, ele gosta de ser específico. "Sou da TL bíblica, não da
TL marxista", comenta.
Diz que seu viés é a libertação que está nos textos sagrados, em prol do
ser humano. "É por aí que eu vou", ressalta, lembrando que suas
músicas falam das alegrias, das esperanças, das dores e das lutas do "povo
de Deus".
"Fiz música de doutrina social. Música de justiça e paz",
comenta. Um exemplo simbólico é a Prece Pelo Social, lançada em 2000. A canção
pede a Deus mais trabalho, mais salário e mais pão. "O rico menos rico/ O
pobre menos pobre", cobra a letra. "Trabalho pra toda a gente/
Salário bem mais decente/ […]. Do jeito que está não dá."
"Essa minha música machucou muita gente. Fiz para que possamos
entender o que é justiça social", explica, lembrando que há dezenas de
encíclicas falando que "rico demais não é bom para a Igreja, assim como
pobre demais também não é bom".
"Experimentei a fome aos 9 anos. Sou fruto de gente que acredita em
progredir e não em ficar parado. O pobre tem de fazer alguma coisa para sair da
pobreza, mas o rico também tem de fazer alguma coisa para ajudar o pobre. Não
pode ser rico demais", ressalta.
Ele se considera "um formador de opinião". "Nunca usei
essa expressão que gostam hoje, influenciador", diz. "Sou um
explicador."
Sobre o fato de costumar ser incluído em polêmicas de internet, Padre
Zezinho argumenta que "não tem medo". E que escolhe o caminho da
gentileza. "Dá para dizer tudo sem gritar. Microfone não é para xingar, é
para dialogar. Respondo sempre de uma forma gentil. Sem gentileza, não pode
haver cristianismo."
Ele disse que esse racha entre RCC e TL começou nos anos 1970. "Um
grupo de direita, político, leigo, começou a fazer essas distinções: 'nós somos
espirituais, vocês não são', 'a TL é uma vergonha para a Igreja' e palavras
terríveis que até hoje falam", recorda.
Padre Zezinho lembra que já trabalhou muito com pessoas da RCC e
emissoras católicas ligadas ao movimento e encara a proximidade como um diálogo
permanente e profícuo.
"Direita e esquerda existem, conservadores e avançados existem.
Podemos discordar, mas sem ódio", afirma. "Não sou esquerdista, nem
direitista, nem centrista. Eu sou catequista. Sou transformador, sou
explicitador."
O sacerdote concorda que o debate atual está contaminado pela
polarização social e política, intensificada pelo uso das redes sociais.
"Podemos estar em pistas separadas, mas a gente se encontra de vez em
quando, então estamos juntos", comenta.
"Estou obedecendo aos papas que pregam justiça social, o fundador
da minha congregação que pregava justiça social. É o que eu faço. Todos eles
pregaram isso", explica o padre.
Ele enfatiza que não importa com as discordâncias. "Se um burguês
não gosta, então que seja burguês. Eu vou apanhar deles, mas eu acho que os
pobres precisam crescer e é preciso fazer coisas em favor dos pobres para eles
crescerem. Se isso é esquerda ou direita, não me importa. O que me importa é a
doutrina social", diz.
Padre Zezinho reconhece que esse posicionamento lhe traz um custo.
"Pago um preço por isso? Pago. Toda hora alguém diz: 'coitado do padre
Zezinho, pena que é da TL'", afirma.
"Eu sou TL bíblica, não TL marxista. Sou contra Marx? Não. Só acho
que o acento em marxismo não ajuda a Igreja. Mas o capitalismo também não
ajuda. Entre capitalismo e comunismo, eu escolho o diálogo."
A biógrafa Gabi Bonvechio diz que o padre é muito rotulado. "Ele é
fruto do Concílio Vaticano 2º e abraçou a causa da doutrina social da Igreja e
acaba muito atacado por isso", avalia.
"Não ouso rotulá-lo. Ele fala muito de temas que os conservadores
falam, como a família, a espiritualidade e a piedade. E também cobra justiça
social. Houve uma época em que a esquerda o chamava de direitista e
conservador. Agora, os direitistas o chamam de comunista e TL", diz
Bonvechio, afirmando ser "uma injustiça" qualquer tentativa de
"colocá-lo em uma caixinha".
Para o sociólogo Rogério Baptistini, o que ocorre é que "hoje a
Igreja no Brasil está sofrendo uma espécie de reação pentecostal".
"Sacerdotes como ele e [o padre] Julio Lancelotti, por caminhos
diferentes, sofrem com a onda de conservadorismo."
Legado
Professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e diretor no
Lay Centre, também em Roma, o vaticanista Filipe Domingues ressalta a coerência
de padre Zezinho, como um sacerdote que nunca deixou de "seguir a comunhão
da Igreja" e se permitir ter uma vida de celebridade.
O religioso costuma enfatizar que não é um cantor. Mas um padre que
canta. Esta postura parece fazer diferença. "Ele fez tudo o que fez sem
buscar méritos", comenta Domingues. "Ele vive aquilo que prega. E
isso traz credibilidade."
Em 2019, o padre ganhou um espaço dedicado ao seu acervo, no convento
onde reside. É o Memorial Padre Zezinho — que pode ser visitado sob
agendamento.
Quanto à biografia, o religioso precisou ser convencido. Gabi Bonvechio
disse que pediu autorização ao padre em agosto do ano passado. Ela entrevistou
mais de 50 pessoas, além do próprio sacerdote.
"Passei a viver a vida do padre junto com ele, para poder contar
sua história", diz ela.
O teólogo Raylson Araujo, pesquisador na Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, diz que Padre Zezinho é um dos grandes evangelizadores
da Igreja Católica no Brasil. "Seu impacto é enorme e de longa data.
Marcou época muito antes das redes sociais e da consolidação das TVs
católicas", diz Araujo.
"E mais: Tem padre que canta, mas não faz reflexão teológica. Tem
padre que faz reflexão teológica, mas não canta. Padre Zezinho fez os dois e
com maestria, traduzindo reflexões teológicas profundas e canções que há
décadas está na boca do povo de Deus."
Nenhum comentário:
Postar um comentário