sábado, 4 de julho de 2026

3- LITURGIA DO 14.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3- LITURGIA DO 14.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- Quando este oráculo de Zacarias foi composto, fim do século quarto antes de Cristo, a Comunidade Judaica não possuía nenhum poder político e a casa de Davi tinha, há séculos, perdido a soberania. O rei anunciado é o ideal do monarca davídico que não se apoia em meios humanos, mas humildemente põe sua confiança em Deus. Por isso ele é justo, isto é, salvo e vitorioso porque sua força está em Deus. Aqui se revivem as figuras de Davi e Salomão, rei de paz. Apesar de manso e humilde, ele desarmará as nações e anunciará a paz para todos. Na mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, o Papa Leão XIV reforça o apelo por uma paz "desarmada e desarmante", capaz de vencer a lógica da violência e da guerra. O Papa lembra Santo Agostinho, que recomendava aos cristãos uma amizade indissolúvel com a paz: "Se quereis atrair os outros para a paz, tende-a vós primeiro; sede vós, antes de tudo, firmes na paz. Para inflamar os outros, deveis ter dentro de vós a luz acesa".

- Na carta aos romanos, o apóstolo fala que a liberdade obtida em Cristo faz com que o princípio de ação dominante em nós não seja mais o pecado, mas o Espírito que gera vida. Ora, o Espírito é uma força dinâmica que faz tender para plena participação da vida de Cristo, da ressurreição, uma vez que a ressurreição de Cristo está estreitamente ligada à nossa. Mas esta realidade, que é operada em nós pelo dom do Espírito, é também uma opção cotidiana. Vivemos segundo a carne ou segundo o Espírito? Quais são nossos critérios ao olhar e julgar os irmãos aqui na comunidade? E lá fora? Tem gente na comunidade que tem espírito de tudo (inveja, ciúme, divisão etc.), menos o Espírito Santo! Assim, fica difícil ser comunidade e trabalhar pelo Reino!

- Os capítulos 11 e 12 do Evangelho de Mateus manifestam de maneira muito forte a oposição ao Reino. Para tanto, o evangelista utiliza imagens das cidades de Corozain, Betsaida e Cafarnaum e, mais concretamente, os fariseus. O trecho se insere nesse contexto de violência não por acaso, mas para pôr em realce como os mistérios do Reino que os fariseus recusam, são na realidade revelados por Jesus aos pequeninos, isto é, aos que o acolhem com simplicidade. São os discípulos, os pobres em espírito, os fatigados e oprimidos pelo fardo da Lei e das observâncias farisaicas. Jesus os chama à sua liberdade, a uma adesão incondicional a Ele próprio (jugo suave), pois só Ele poderá tornar leve o fardo da Lei, porque se apresenta humilde diante de Deus e manso com os homens.

 - É lindo e emocionante ver Jesus agradecendo ao Pai por revelar os mistério do Reino de Deus aos humildes e convidando quem está cansado a encontrar descanso nele, com seu jugo suave e fardo leve. Ele mostra que a verdadeira sabedoria vem da humildade e do relacionamento com Deus. E você, já agradeceu pela comunidade que tem? Já agradeceu pelas pessoas simples e humildes do seu grupo liturgia ou reflexão?

- Jesus continua dizendo: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas." O "jugo" de Jesus não é um peso, mas sim o seu modo de vida e os seus ensinamentos. Diferente do jugo das tradições humanas que oprimiam as pessoas, o jugo de Cristo é descrito como "suave" e o seu fardo como "leve". Aprender com Jesus significa adotar sua mansidão e humildade.

- Em resumo, esta passagem promete paz e descanso verdadeiros para a alma, mas exige uma entrega pessoal: vir a Cristo Jesus e aprender dele como se vive a lei do amor. O descanso prometido é a libertação do peso da culpa, do esforço vão e da ansiedade, substituídos pela paz que vem da união com o Cristo.

- Por fim, lembramos que julho é dedicado ao dízimo em nossa Diocese. É gratidão, fidelidade, compromisso, responsabilidade, o nosso coração firmemente colocado nessa obra de Cristo! Todos devem colaborar, como fruto da evangelização e conversão.

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