10- UM BALANÇO DA COPA DO MUNDO DA
FIFA 2026
1)Espanha voa
alto em uma Copa do Mundo revolucionária
Com destaque para momentos memoráveis,
protagonistas que deram conta do recado e números marcantes, a FIFA relembra 39
dias espetaculares no Canadá, no México e nos Estados Unidos.
A primeira Copa do Mundo da FIFA™ com 48 seleções foi uma
celebração contagiante de algo que só o futebol sabe fazer: unir, empolgar e
encantar pessoas de todos os cantos do planeta. No Canadá, no México e
nos Estados Unidos, um público recorde de 6.810.966 torcedores lotou os
estádios para assistir ao maior espetáculo da Terra. Torcedores de todas as
partes conviveram em harmonia e criaram lembranças para a vida toda, em meio a
um clima vibrante e cheio de cor nas 16 cidades-sede. Os 39 dias de pura
emoção chegaram ao ápice em 19 de julho com uma final de gala entre Espanha e
Argentina. A seleção espanhola levou a melhor: Ferran Torres marcou
na prorrogação o gol que garantiu o segundo título mundial do país.
Campeã à altura da maior Copa do Mundo de todos os tempos, a Espanha aliou
técnica refinada, alta categoria e controle da posse de bola a um espírito
competitivo inquebrantável. A defesa sofreu apenas um gol
em todo o torneio, enquanto o setor de criação quebrou linhas adversárias com
trocas de passes velozes e precisão cirúrgica. O inspirador capitão Rodri,
gigante no meio-campo, foi o coração da campanha vitoriosa e levou a Bola de Ouro adidas.
Já o técnico Luis de la Fuente soube lapidar um
grupo de talentos de elite até transformá-lo em uma seleção campeã do mundo.
"Este time e esta torcida maravilhosa merecem tudo", disse ele
após o triunfo espanhol. "Tínhamos um encontro marcado com o destino, e queríamos
fazer valer. Estava escrito, e merecemos." Depois do inesquecível
título de quatro anos atrás, a Argentina fez uma campanha admirável em busca do
bicampeonato consecutivo, mas acabou em segundo lugar. Liderada pelo eterno
Lionel Messi, a Albiceleste mostrou repetidas vezes sua força de superação no
mata-mata: virou uma desvantagem de dois gols para eliminar o Egito nas oitavas
de final e marcou duas vezes no fim para derrubar a Inglaterra na semifinal.
Seria necessária uma seleção especial para destronar os campeões do mundo, e a
Espanha de De la Fuente foi exatamente isso.
Com a poeira baixando sobre a 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA,
relembramos o que fez dela um evento tão espetacular.
2)Craques roubam a cena
Esta foi uma Copa do Mundo em que os maiores nomes do esporte deram
show. O incansável Messi completou 39 anos durante o torneio, mas exibiu seu
futebol hipnotizante ao longo de toda a campanha argentina até a final, com
oito gols e mais quatro assistências.
O astro francês Kylian Mbappé faturou a Chuteira de
Ouro adidas: seus dez gols também o transformaram no maior
artilheiro da história da competição, com 22 no total.
O avassalador centroavante norueguês Erling
Haaland e o onipresente ídolo inglês Jude Bellingham também brilharam no
cenário mais grandioso do futebol: cada um marcou sete vezes para liderar a
campanha da sua seleção. Companheiro de Haaland no Manchester City, Rodri
dominou o meio-campo espanhol. Já o grande Cristiano Ronaldo anunciou que esta seria sua última
Copa do Mundo depois da eliminação de Portugal nas oitavas
de final diante da seleção que viria a ser campeã. Ele se despediu como o único
jogador a balançar as redes em seis edições do torneio. Aos 41 anos, o
português marcou dois gols na vitória sobre o Uzbequistão na fase de grupos e
converteu um pênalti no triunfo sobre a Croácia na segunda fase.
3)Jogaços em série
Os torcedores que lotaram os estádios da Copa do Mundo e os milhões que
acompanharam pela televisão foram brindados com uma sequência de duelos
eletrizantes. Depois de uma fase de grupos recheada de gols e
dramaticidade, a emoção seguiu firme no mata-mata. Na nova segunda fase com 32
seleções, a Bélgica buscou uma desvantagem de dois gols nos cinco minutos
finais para vencer o Senegal. Já Brasil, Portugal e Canadá marcaram nos
acréscimos para eliminarem Japão, Croácia e África do Sul, respectivamente. Cabo
Verde levou a Argentina à prorrogação antes de cair por 3 a 2, mesmo placar da
virada memorável dos argentinos sobre o Egito na fase seguinte.
Em um caldeirão fervilhante, a Inglaterra
venceu o México no Estádio da Cidade do México. Já o Brasil caiu diante da
Noruega após uma aula de precisão de Erling Haaland. Doída com a eliminação
sofrida para a Argentina na semifinal, a seleção inglesa ainda protagonizou o
jogo com mais gols do torneio, na disputa do terceiro lugar. Bukayo Saka foi o
astro da partida, com um hat-trick na vitória por 6 a 4 sobre a França.
4)Anfitriões fazem a torcida sonhar
México, Canadá e EUA superaram a fase de grupos e o primeiro mata-mata,
provocando uma onda de euforia em seus países. Cada campanha teve
momentos inesquecíveis: da vitória emocionante do México sobre a África do Sul
na partida de abertura à goleada do Canadá sobre o Catar e ao triunfo
contundente dos EUA diante do Paraguai. Os três anfitriões se despediram
nas oitavas de final, mas não sem antes inspirarem novas gerações de torcedores
e jogadores com campanhas memoráveis no palco mais grandioso do esporte.
5)Potências emergentes
A Copa do Mundo da FIFA 2026™ escancarou a evolução acelerada do futebol
em todo o mundo. O torneio ampliado, com 48 seleções, deu a mais países do que
nunca a oportunidade de mostrar seu talento. Vez após vez, as potências do
futebol foram levadas ao limite por seleções emergentes. Estreante no
torneio, Cabo Verde mostrou por que merecia estar no cenário mundial: o país da
África passou invicto pela fase de grupos, com direito a um 0 a 0 diante da
futura campeã Espanha. Uma das nove seleções africanas a avançarem ao
mata-mata, os cabo-verdianos protagonizaram um duelo eletrizante com a
Argentina na segunda fase. A RD do Congo empatou com Portugal na fase de grupos
e depois deu um susto e tanto na partida de 16-avos de final contra a
Inglaterra. Menor nação a se classificar para uma Copa do Mundo, Curaçau
caiu na primeira fase, mas ainda teve tempo de arrancar um empate memorável com
o Equador.
6)Uma Copa do Mundo de pioneirismos
Além de ser a primeira Copa do Mundo com 48 seleções, esta também foi a
primeira edição do torneio disputada em três países: Canadá, México e Estados
Unidos. Tivemos mais jogos do que nunca (104 partidas em 39 dias) e a estreia
de uma nova fase de mata-mata com 32 seleções. A última dessas 104
partidas foi a decisão do título entre Espanha e Argentina no Estádio de Nova
York e Nova Jersey. Espetáculo de tirar o fôlego, a decisão contou com o
primeiro Show do Intervalo da Final da história da Copa do Mundo. Atrações
principais do evento, Madonna, Justin Bieber, Shakira e BTS empolgaram o
público com uma sequência de apresentações de encher os olhos.
7)Pódio
Campeã: Espanha Vice-campeã: Argentina Terceiro lugar: Inglaterra
8)Prêmios individuais
Bola de Ouro adidas: Rodri (ESP) Bola de Prata adidas::
Lionel Messi (ARG) Bola de Bronze adidas: Kylian Mbappé (FRA)
Chuteira de Ouro adidas: Kylian Mbappé (FRA) Luva de Ouro
adidas: Unai Simón (ESP) Prêmio de Jogador Jovem da FIFA: Pau
Cubarsí (ESP)
9)Números de destaque
308 - O total
de gols marcados na Copa de 2026, um novo recorde do torneio. 6.810.966 -
O público recorde que compareceu ao torneio. A marca anterior, de 3.587.538
torcedores, havia sido estabelecida na Copa de 1994, nos Estados Unidos.
1 - A Espanha se tornou o primeiro país a deter os títulos mundiais
masculino e feminino ao mesmo tempo. 7 - A Espanha conquistou o
título com sete vitórias consecutivas. Apenas o Brasil, com 11 entre 2002 e
2006, emendou mais triunfos seguidos.
106 - O gol
do título, marcado por Ferran Torres, saiu no minuto 106 da final, ou seja, no
primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. O gol decisivo de Andrés
Iniesta na conquista espanhola de 2010 havia saído aos 11 minutos do segundo
tempo da prorrogação. 790
- Rodri completou 790 passes e pulverizou seu próprio recorde
de passes certos de um jogador em uma única Copa do Mundo. 10 - Os gols
marcados por Kylian Mbappé para faturar a Chuteira de Ouro adidas. Apenas dois
jogadores marcaram mais em uma única edição da Copa do Mundo: Just Fontaine
(13, na Suécia em 1958) e Sándor Kocsis (11, em 1954).
92 - O Egito
enfim conquistou sua primeira vitória em uma Copa do Mundo, 92 anos depois da
estreia na competição. A seleção egípcia venceu a Nova Zelândia por 3 a 1, em
Vancouver. 16
- O número de defesas de Eloy Room na atuação que garantiu a
Curaçau o 0 a 0 com o Equador. É o maior número já registrado em um jogo de 90
minutos, igualando o recorde geral de Tim Howard, estabelecido na derrota dos
EUA para a Bélgica, na prorrogação, no Brasil 2014™.
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