3- LITURGIA DO 18.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A
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Neste primeiro domingo do mês de agosto, mês vocacional, a Igreja no Brasil
volta seu olhar e sua oração, de modo especial, para a vocação ao ministério ordenado: os diáconos, os padres e os bispos.
É muito providencial que, justamente hoje, a Palavra de Deus nos apresente um
Deus que alimenta, cuida e jamais abandona o seu povo, pois neles encontramos
sinais do Reino pela partilha da Palavra e do Pão Consagrado.
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Na primeira leitura, o profeta Isaías
faz um convite cheio de esperança: "Ó vós todos que estais com sede,
vinde às águas". Deus se dirige ao coração cansado da humanidade e oferece
gratuitamente o alimento verdadeiro. O Senhor conhece nossas fomes mais
profundas: fome de paz, de justiça, de sentido para a vida, de amor verdadeiro
e de esperança. Vivemos em um tempo em que muitas pessoas estão saciadas de
coisas materiais, mas continuam vazias interiormente. Há uma sede de Deus
presente no coração humano, e somente Ele pode dar o pão que sustenta a vida
inteira.
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No Evangelho, Jesus contempla a multidão
cansada e faminta. Ele não olha o povo com indiferença. O texto diz que Jesus
teve compaixão. A compaixão de Cristo não é apenas sentimento; ela se
transforma em cuidado concreto. Ele cura os doentes e alimenta a multidão. Os
discípulos, diante daquela necessidade, pensam de maneira prática:
"Despede as multidões". Mas Jesus responde: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Essa palavra continua
ecoando na Igreja de hoje. Cristo continua chamando homens para serem sinais de
sua presença no meio do povo, servindo, cuidando, anunciando a Palavra e
repartindo o Pão da Vida. Assim, quando rezamos pelas vocações ao ministério
ordenado, rezamos para que nunca faltem na Igreja homens generosos, capazes de
entregar a vida pelo Evangelho. O padre, o diácono e o bispo são chamados a ser
reflexos da compaixão de Cristo, Bom Pastor. Não são donos do povo, mas
servidores. São homens escolhidos para alimentar a comunidade com a Palavra, os
sacramentos e a caridade.
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O milagre dos pães também nos ensina que
Deus realiza grandes coisas a partir da pequena generosidade humana. Cinco
pães e dois peixes pareciam insuficientes, mas, colocados nas mãos de Jesus,
tornaram-se abundância. Assim acontece também com a vocação: Deus chama pessoas
simples, limitadas e frágeis, mas, quando alguém coloca sua vida nas mãos do
Senhor, Ele faz maravilhas.
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Confiamos que, na atualidade, o Senhor
continua chamando jovens de nossas comunidades para o sacerdócio e para o
diaconato. Por isso, além de rezar pelas vocações, precisamos criar em
nossas famílias e comunidades um ambiente favorável ao chamado de Deus. Vocação
nasce onde existe fé, testemunho, oração e amor à Igreja.
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O texto da multiplicação dos pães ainda
nos leva a pensar na Eucaristia - alimento gratuito de Deus para um povo livre
- e que é capaz de saciar a todos. A Eucaristia é força da libertação
integral do ser humano, levando-nos também ao engajamento na luta pela
construção de uma nova sociedade. Ela é o memorial da libertação que Cristo nos
trouxe e a força para a construção de uma nova sociedade baseada na partilha,
justiça e solidariedade.
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Na segunda leitura, São Paulo nos
recorda uma verdade consoladora: "Nada poderá nos separar do amor de
Cristo". O ministério ordenado só encontra sentido nesse amor. É o
amor de Cristo que sustenta os ministros da Igreja nas alegrias e também nos
desafios da missão. E é esse mesmo amor que sustenta todo cristão em meio às
lutas da vida.
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Todo batizado (cristão) enfrenta obstáculos para viver o projeto de Deus. Estes
obstáculos são: a repressão da sociedade
injusta que mata, que explora com pesados impostos; onde falta perspectivas de
futuro para a juventude, onde há altas taxas de mortalidade infantil; muitos
feminicídios; onde há desemprego, política que favorece somente os grandes,
falta de ética e muitas outras coisas. Estes obstáculos recebem de São
Paulo os nomes de: tribulação, angústia, perseguições, fome, nudez, perigo e
espada. Contudo, a certeza do Apóstolo Paulo é que nada poderá nos separar do
amor de Deus, pois o amor tem força para vencer a morte e renovar a vida.
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Perguntemo-nos: Como estamos vivendo a
partilha e a comunhão diante de uma sociedade injusta, exploradora e assassina?
Em nossas relações fraternas, testemunhamos a esperança e a caridade?
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Rezemos para que a Palavra de Deus nos inspire bons propósitos de fraternidade,
justiça e paz e peçamos ao Senhor novas
vocações, para que muitos jovens tenham coragem de responder "sim" ao
seu chamado.
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