segunda-feira, 1 de junho de 2026

3- LITURGIA DA SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

 

 

3-   LITURGIA DA SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

 

 - Queridos irmãos e irmãs, celebrar Corpus Christi é celebrar o amor de um Deus que não abandona o seu povo no caminho. A Palavra de Deus de hoje nos ajuda a compreender que a Eucaristia não é apenas um rito, mas uma experiência viva de comunhão, memória e compromisso. - A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, nos convida a fazer memória. Afinal, recordar é fundamental para o povo de Deus, pois quem esquece sua história corre o risco de se perder. Assim, vemos que no deserto, lugar de provação e desafios, o Senhor cuidou do seu povo: deu alimento, caminho e proteção. O maná foi sinal desse cuidado amoroso. Assim também hoje, em meio aos desertos da vida marcados pela fome, pela violência, pela desigualdade e pela falta de esperança, Deus continua caminhando conosco e nos sustentando.

 - No entanto, o maná era um alimento passageiro. Por isso, no Evangelho, Jesus se apresenta como algo maior: "o Pão vivo descido do céu". Ele não oferece apenas algo, mas oferece a si mesmo. Comer da sua carne e beber do seu sangue não é um gesto mágico nem superficial, mas uma profunda adesão à sua vida, à sua mensagem e ao seu projeto. Muitos se escandalizaram porque ficaram presos às palavras, sem ir além. Também hoje corremos esse risco quando participamos da Eucaristia sem deixar que ela transforme nossas atitudes e escolhas.

- Na segunda leitura, São Paulo, na carta aos Coríntios, nos lembra que a Eucaristia constrói comunhão. Somos muitos, diferentes, com pensamentos e histórias distintas, mas formamos um só corpo, o Corpo de Cristo, porque participamos de um único pão. A Eucaristia nos tira do individualismo e nos faz comunidade. Não existe verdadeira comunhão com Cristo sem comunhão com os irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres e sofredores.

 - Jesus é o Cordeiro Pascal, aquele que realiza a Nova e Eterna Aliança. Já não são mais sacrifícios de animais, mas é o próprio Cristo que se oferece por amor, uma vez por todas. Na Eucaristia, fazemos memória viva dessa entrega, que continua a acontecer em cada celebração. Por isso, ela exige de nós compromisso, compaixão e solidariedade. Quem comunga do Corpo de Cristo é chamado a reconhecer esse mesmo corpo ferido nos que passam fome, nos excluídos, nos esquecidos da sociedade, nos sem teto, terra ou trabalho.

 - Celebrar Corpus Christi é assumir uma fé que se traduz em vida. Como bem nos recorda o Papa Bento XVI, participar da mesa eucarística é assumir uma postura corajosa em favor da vida e da dignidade humana, uma vez que a Eucaristia gera caridade, promove o diálogo, fortalece a fraternidade e nos impulsiona à transformação do mundo. Que esta solenidade renove em nós o amor pela Eucaristia e nos ajude a viver aquilo que celebramos. Amém.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/04/04_06_26.pdf

Nenhum comentário:

Postar um comentário