3-LITURGIA DO 11.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A
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A liturgia deste domingo nos faz
refletir sobre a nossa missão de cristãos no mundo. Jesus, ao ver as
multidões, enche-se de compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como
ovelhas sem pastor. Essa compaixão não fica apenas no sentimento, ela gera
missão. Jesus chama, envia, confia responsabilidades e pede que seus discípulos
cuidem do povo, curem, anunciem e libertem. A missão nasce do amor e se sustenta na corresponsabilidade. É Deus
que ama primeiro, salva gratuitamente e chama à missão. A resposta adequada a
esse amor nos faz entender que a evangelização e o cuidado com os irmãos não
são tarefa de poucos, mas de todos os batizados. Somos povo escolhido, reconciliado pelo amor de Cristo e enviados a
servir com alegria. A fé autêntica sempre se transforma em compromisso
concreto com a missão do Reino.
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Na primeira leitura, Deus recorda ao
povo tudo o que fez por ele: libertou-o do Egito, cuidou, protegeu e conduziu.
Antes de pedir qualquer coisa, Deus lembra sua ação amorosa. Só depois faz o
convite: "Sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa"
(Ex 19,6a). Aqui fica claro que a missão nasce da experiência de ser amado e
salvo. O povo não pertence a Deus por obrigação, mas por eleição e gratuidade.
Assim também nós: tudo o que oferecemos a Deus é resposta a um amor que veio
primeiro.
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O salmo reforça essa atitude:
"Sabei que o Senhor, só Ele é Deus; nós somos seu povo e seu rebanho"
(Sl 99,3). Louvar, agradecer e servir com alegria são atitudes de quem
reconhece que pertence ao Senhor. A fé verdadeira gera gratidão e compromisso.
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Na segunda leitura, São Paulo aprofunda
ainda mais: Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. A salvação
é pura graça. Não foi mérito nosso, foi iniciativa de Deus. Quem compreende
isso não vive uma fé fria ou interesseira, mas uma fé que se traduz em entrega,
reconciliação e serviço.
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O coração do Evangelho é a compaixão de
Jesus. Ele vê o povo cansado, ferido, sem direção. Diante dessa realidade, Jesus não age sozinho, chama discípulos,
confia a eles a missão e os envia. A messe é grande e a missão é compartilhada.
Os discípulos são enviados não em nome próprio, mas como instrumentos do amor
de Deus.
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É nesse horizonte que compreendemos o
valor do dízimo. O dízimo não é uma simples ajuda financeira, mas um gesto
concreto de participação na missão de Jesus. Quando contribuímos com o
dízimo, ajudamos a Igreja a olhar as multidões com os olhos de Cristo. Ao
partilharmos, ajudamos a sustentar a evangelização, a vida da comunidade e o
cuidado com os mais pobres. O dízimo se torna, portanto, um ato de fé, porque
reconhece que tudo vem de Deus; um ato de amor, porque se volta para o bem do
próximo; e um ato de compromisso, porque assume a missão da Igreja como nossa.
https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/04/14_06_26.pdf
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