quinta-feira, 24 de setembro de 2026

1V- LITURGIA DO 26.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

1V- LITURGIA DO 26.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- A Liturgia de hoje nos coloca diante da prerrogativa de que a salvação é oferecida a todos. O convite para o serviço é feito para todos os filhos, mas também nos interpela quanto à responsabilidade pessoal pela salvação. Diante da vontade de Deus que chama e a vontade humana que responde, é preciso entender, com clareza, esta questão, pois dela depende o nosso destino. A mensagem de hoje é fruto de nossa livre colaboração e de nossa liberdade. Diante do chamado de Deus, cada pessoa é chamada a dar uma resposta. A fidelidade a Deus e à sua justiça não se limita apenas a dizer "sim" em palavras, mas também em agir conforme os seus ensinamentos. "Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está no Céu" (Mt 7,21). Isso revela que temos grande responsabilidade dentro do processo de salvação, pois as escolhas e decisões são nossas.

- Na primeira leitura, o profeta Ezequiel fala ao povo que está no exílio. Estas pessoas estão imbuídas de ideias erradas e fatalistas sobre o pecado e a salvação. Afirmam que Deus faz cair sobre os filhos a culpa pelos erros dos pais. Isso para justificar a condição que estavam vivendo e, dessa forma, não se comprometerem com a realidade vivida e com a mudança de vida. O profeta se opõe a esse modo de pensar e agir e afirma que Deus não castiga uns pelos erros dos outros, mas sim que cada um é responsável pelos seus atos, seja pelo pecado ou pela salvação.

- No Evangelho, Jesus explica a responsabilidade pessoal na salvação, usando a parábola dos dois filhos. A salvação, que é a vontade de Deus para todos os seus filhos, não se trata de uma concessão, mas exige um esforço pessoal. Jesus derruba a compreensão cômoda de alguns que se sentiam privilegiados. Não basta apenas dizer "sim", ter uma vinha, ser filho de Abraão, pertencer a uma casta privilegiada, bem como outros privilégios. A salvação é coisa pessoal, exige a livre resposta e o comprometimento com o projeto assumido. Na parábola, um filho disse "sim" e não foi trabalhar; o outro disse "não", depois mudou de ideia e foi realizar a atividade. Com essa parábola, Jesus convida os sacerdotes e anciãos do Templo a reverem suas atitudes, que eram de se beneficiar dos privilégios e desprezar os pecadores. Deixa claro que esses vivenciam um processo de conversão e acolhem a Boa-Nova, enquanto aqueles continuam em suas arrogâncias.

- Nesta mesma sintonia, Jesus fala também a nós. Como estamos nos relacionando com o processo de salvação? Como estamos acolhendo o chamado de Deus para servir? Estamos assumindo a proposta salvífica de Jesus, que é servi-lo nos mais necessitados e colaborar com a evangelização? Com qual dos dois filhos nos assemelhamos? Não se trata de achar que já estou salvo ou condenado, mas de compreender que preciso assumir a responsabilidade na condução de minha vida. E o melhor modelo para essa caminhada de fé é Jesus Cristo. Foi isso que nos ensinou o Apóstolo Paulo na segunda leitura. "Ele não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas aceitou fazer-se homem, assumindo com humildade a condição humana, para servir, para dar a vida, para revelar totalmente aos homens o ser e o amor do Pai. Ele aceitou uma morte de cruz para nos ensinar a suprema lição do serviço, do amor radical, da entrega total da vida." - Que nossas ações não sejam feitas por obrigação, imposição ou raiva, mas sim com amor, conservando os mesmos sentimentos de Cristo, que em tudo foi obediente ao Pai.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/07/27_09_26.pdf

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