sexta-feira, 30 de outubro de 2026

4- REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS 4.1-É ASSIM A GERAÇÃO DOS QUE PROCURAM O SENHOR!

 

4-  REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

4.1-É ASSIM A GERAÇÃO DOS QUE PROCURAM O SENHOR!

Celebrar a solenidade de TODOS OS SANTOS nos faz sentir o desejo da santidade. Na exortação “Gaudete et exultate” (“Alegrai-vos e exultai”) o Papa Francisco nos chama a redescobrir a necessidade, a beleza e a alegria da santidade no mundo de hoje. A Palavra de Deus insiste: “Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12,14), assim como São Paulo aos Efésios: “Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (cf. Ef 1,4). A santidade é, antes de tudo, um dom a ser acolhido e não meramente esforço humano. Dizia o Papa Francisco: “Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós que a santificamos. É Deus, o Espírito Santo que, no seu amor, santifica a Igreja.” E ainda: “a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar agir Deus. É o encontro da nossa debilidade com a força da sua graça, é ter confiança na sua obra, que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para glória de Deus e o serviço ao próximo.” (Audiência geral na Praça de São Pedro em 02/10/2013). Para correspondermos a esse dom da santidade Jesus, o novo Moisés, no alto do monte – que recorda o Sinai –, nos dá a Nova Lei do amor, as bem-aventuranças, que são como que a “constituição” do cristão. Ele, caminho, verdade e vida (cf. Jo 14,6) viveu-as em grau máximo, pois foi pobre e humilde, aflito pelo Reino, faminto e sedento de justiça, misericordioso para com os pecadores, puro de coração – coração que é amor como o do Pai –, promotor da paz, nunca pagando o mal com o mal, mas retribuindo o mal com bem, perseguido por causa da verdade e da salvação que anunciou e veio trazer para todos. Ele ensina com autoridade (cf. Mt 7,29), por ser a Palavra que se fez carne (cf. Jo 1,14), e nos dá a Nova Lei, não mais escrita em tábuas de pedra, mas inscrita no coração dos fiéis pelo Espírito (cf. Jr 31,33), para fazer de nós uma verdadeira carta Sua ao mundo para ser lida por todos (cf. 2Cor 3.2-3). É por isso que o Papa Francisco dizia que cada santo é uma missão no mundo (GE, 19), pois, de fato, assim são os santos: pessoas apaixonadas por Cristo, cheias do Espírito Santo e testemunhas do amor de Deus para com todos. Eles passam pelo mundo fazendo o bem, traduzindo o Evangelho por meio de suas vidas, palavras e ações. E essa é a vocação de todos os membros da Igreja, como afirma o Concílio Vaticano II: “todos na Igreja, quer pertençam à Hierarquia quer por ela sejam pastoreados, são chamados à santidade, segundo a palavra do Apóstolo: ‘esta é a vontade de Deus, a vossa santificação’ (1 Tess. 4,3; cfr. Ef. 1,4).” (Lumen Gentium, V, 39). Fortalecidos pela bem-aventurança da fé, como Maria, nossa mãe (cf. Lc 1,45), firmes na esperança e animados na caridade, perseveremos nessa vocação para um dia entrarmos na posse daquilo que esperamos: a recompensa nos céus (cf. Mt 5,12), que é a vida plena e eterna em Deus, onde nossos irmãos, os santos já se encontram: “Aqui está a constância dos santos, daqueles que observam os mandamentos de Deus e a fidelidade a Jesus” (Ap 14,12).

 

Dom Edilson de Souza Silva Bispo Auxiliar de São Paulo Região Episcopal Lapa

 

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