sábado, 31 de outubro de 2026

4. REFLEXÕES PARA A COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS 1.1- 4.1-COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

 

4.    REFLEXÕES PARA A COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

 

1.1-       4.1-COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

No dia de Finados costumamos ir ao cemitério levar flores para colocar no túmulo dos nossos familiares e rezar, oferecer sufrágios, pelos defuntos. Este dia recorda-nos umas questões fundamentais: o que acontece com as pessoas que entram na eternidade? Qual é a situação das pessoas que já partiram desta vida? Como é a vida após a morte? São questões que o ser humano sempre se colocou, desde o início da humanidade. Mas, mesmo que não saibamos em detalhe como será a outra vida, há algo que não podemos perder de vista: a realidade da morte. Vamos aproveitar a parada deste dia para meditar um pouco mais sobre a eternidade e para rezar pelos defuntos, oferecendo muitos sufrágios pelas almas do Purgatório. As almas que morrem em amizade com Deus, mas com pecados leves ou veniais, sentem um imenso desejo de purificação das penas temporais e das relíquias do pecado. O próprio Jesus Cristo contou uma parábola falando sobre um lugar do qual ninguém sairá sem ter pago o último centavo: “Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.” (Mt 5,25-26). Fazendo uma comparação, Jesus descreve o Purgatório como uma prisão em que se paga a dívida para com Deus. Assim ensina o Catecismo da Igreja Católica: “As pessoas que morrem em estado de graça e de amizade de Deus, mas imperfeitamente purificadas, ainda que estejam seguras da sua salvação eterna, sofrem depois de sua morte uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu” (n. 1030). São Josemaría faz uma apreciação bastante positiva do Purgatório: “O purgatório é uma misericórdia de Deus, para limpar os defeitos daqueles que desejam identificar-se com Ele.” (Sulco/889). Assim, o Purgatório, este tempo de penitência, nos dá a certeza de que nosso desejo de santidade não é vão, que é possível uma purificação total de todos os pecados e das relíquias do pecado. Como sabemos, na Confissão se perdoam todos os nossos pecados desde que estejamos arrependidos deles. Mas aqueles pecados veniais de que não estamos arrependidos, ou que não estamos dispostos a evitá-los, não são perdoados. A gula no abuso da pizza ou do sorvete, que não nos arrependemos. A crítica, que não estamos dispostos a cortar. A perda de tempo com frivolidades no celular, que não admitimos... Tudo isso deve ser limpo para entrarmos no Céu. Sendo assim, mesmo os pecados que foram totalmente perdoados e apagados pelo sacramento da Penitência, necessitam por justiça, uma reparação, uma expiação, que se chama satisfação. Algumas pessoas morrem sem ter podido satisfazer totalmente a pena devida pelos seus pecados, dos quais já se arrependeram. Além disso devemos purificar-nos também das más inclinações (vícios) que deixam em nós os diversos pecados que cometemos: a preguiça, a sensualidade, o orgulho, etc. Não está de acordo com a justiça divina que nos apresentemos diante de Deus sem recuperarmos a inocência completa. Daí se entende que se tenha que passar pelo Purgatório. Vamos oferecer especialmente as Missas que assistimos nesse mês. Sabemos que a Igreja, em sua função de dispensadora das graças de Deus, concede indulgências plenárias, somente aplicáveis aos mortos, nas seguintes condições: durante os dias 1 a 8 de novembro, ao visitar um cemitério e lá rezar uma oração pelos fiéis defuntos e, no dia 2 de novembro, visitar uma Igreja e rezar um Pai nosso e o Credo. Além dessas obras é preciso comungar no dia, haver confessado na semana e rezar uma oração pelo Papa.

Dom Carlos Lema Garcia Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Educação

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