9- ELEIÇÕES
2026- UMA ANÁLISE DO PRIMEIRO TURNO - ONDE HAVERÁ SEGUNDO TURNO E ESTRATÉGIAS
PARA O SEGUNDO TURNO ENTRE LULA E FLÁVIO BOLSONARO
A apuração do primeiro turno das
eleições de 2026 revelou um mapa político marcado pelo fortalecimento da
direita, com redefinição de forças no Congresso Nacional e novas lideranças
regionais que prometem ditar o ritmo da política brasileira nos próximos anos.
É essa a análise do especialista Fabio Zambelli, analista de risco político e
jornalista, que participou da transmissão ao vivo da EXAME no dia 4 de outubro
de 2026.
Segundo o
analista, o resultado das urnas nos principais colégios eleitorais do país
reflete a eficiência da articulação da direita em transferir votos e consolidar
chapas completas. A combinação entre a disciplina do eleitorado conservador, o
alinhamento tático para a disputa das duas vagas ao Senado e o uso estratégico
das máquinas estaduais e municipais impulsionou vitórias decisivas no Sul,
Sudeste e Centro-Oeste — e redesenhou o mapa de forças políticas nacionais.
O 'efeito São Paulo' e a consolidação
de Tarcísio
A reeleição
do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo, ainda em primeiro turno,
acompanhada pela vitória da dupla de senadores Guilherme Derrite e André do
Prado, do Partido Liberal (PL) consolidou o estado como a principal fortaleza
do campo conservador.
De acordo com
Zambelli, a articulação na Grande São Paulo — potencializada pela atuação do
prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB) — foi determinante para movimentar o
eleitorado de regiões periféricas e reverter margens históricas.
"Essa
dupla, Ricardo Nunes e Tarcísio, conseguiu melhorar o desempenho da direita na
Grande São Paulo, uma região com mais de 10 milhões de eleitores. A criação
dessa 'colinha pronta' entre a liderança do governo e os candidatos ao Senado
mostrou uma organização tática que garantiu uma votação expressiva",
avalia o analista.
O resultado
do pleito paulista também impôs uma dura derrota ao Governo Federal, com a não
eleição das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva para o Senado, além da
margem ampliada de Tarcísio sobre Fernando Haddad (PT), até então, principal
sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência da República.
A força do PL e a reorganização do
Senado
O avanço da
direita foi visível nas disputas para o Senado Federal em colégios eleitorais
estratégicos. No Distrito Federal, a 'dobradinha' entre Michelle Bolsonaro e
Bia Kicis, do PL, confirmou o alinhamento do eleitorado conservador do
Centro-Oeste. Fenômeno semelhante ocorreu em Santa Catarina, com as eleições de
Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, também do PL.
Zambelli
destaca que a capacidade de mobilização do PL e a disciplina do eleitor na reta
final superaram as projeções das pesquisas de véspera:
"A
direita se organizou com muita clareza para a eleição do Senado. O eleitor
chegou às urnas com a chapa consolidada na cabeça. A estratégia de vincular
figuras de forte apelo popular a nomes da bancada federal funcionou
perfeitamente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste."
Vitória de Moro no Paraná e avanço no
Rio Grande do Sul
No Paraná, a
eleição de Sérgio Moro (PL) ao governo do estado em primeiro turno marcou um
dos retornos mais simbólicos da noite. A despeito do crescimento do candidato
governista Sandro Alex (PSD) na reta final, a força da marca de Moro e a
divisão do eleitorado local garantiram o resultado.
"A
vitória de Sérgio Moro tem um significado político enorme. Trata-se do retorno
de uma figura central da Lava Jato ao comando de um estado estratégico,
enfrentando máquinas locais e consolidando sua liderança autônoma dentro do
espectro da direita", ressalta o analista.
No Rio Grande
do Sul, a eleição de Luciano Zucco (PL) para o Palácio Piratini ainda na
primeira etapa, somada ao desempenho da bancada conservadora no Senado — com
destaque para Marcel van Hattem e e Ubiratan Sanderson (ambos do PL) —,
evidenciou o esvaziamento das candidaturas de centro alinhadas à gestão de
Eduardo Leite (PSD).
Fraco desempenho da 'Terceira Via' e o
diagnóstico das candidaturas
A apuração
também expôs o estreitamento do espaço para candidaturas alternativas de centro
e de perfil liberal tradicional. Nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan
Santos enfrentaram dificuldades para furar o bloqueio da polarização nacional.
Por outro
lado, o crescimento da candidatura de Augusto Cury na terceira posição é
apontado por Zambelli como uma busca pontual do eleitorado por um tom mais
moderado, embora sem força suficiente para alterar a dinâmica de ida ao segundo
turno entre as duas principais forças do país.
O desenho das
urnas no primeiro turno de 2026 estabelece uma bancada federal de perfil
predominantemente conservador e alinhada às pautas do Centrão e do PL. O
próximo ciclo governamental terá de negociar com um Poder Legislativo
organizado, de forte apelo regional e com bancadas estaduais fortalecidas pela
expressiva votação de puxadores de votos, como Nikolas Ferreira em Minas Gerais
e Lucas Pavanato em São Paulo.
https://exame.com/brasil/brasil-vive-uma-onda-conservadora-nas-urnas-no-1o-turno-diz-fabio-zambelli/
ABSTENÇÃO: NÃO FORAM VOTAR
O 1° turno da eleição para
a Presidência da República teve a maior abstenção da série histórica. O número
de eleitores aptos
a votar, mas que não compareceram às urnas alcançou 21,07% e superou o de 2022,
que foi de 20,95%.
A abstenção de 21,07% registrada neste domingo (4/10)
corresponde a pouco mais de 33 milhões de eleitores. O número é de,
aproximadamente, 400 mil pessoas a mais do que o das eleições passadas. Há
quatro anos, 32,7 milhões faltaram.
VAI TER SEGUNDO TURNO PARA PRESIDENTE
E PARA ALGUNS GOVERNADORES
As eleições para presidente da República terão segundo turno em
25 de outubro de 2026. Flávio
Bolsonaro e Lula foram
os dois candidatos mais votados no primeiro turno, realizado neste domingo (4),
e voltam às urnas para disputar a Presidência.
Como
funciona o segundo turno?
O
segundo turno é uma nova votação entre os dois candidatos mais votados no
primeiro turno. Como restam apenas dois concorrentes, será eleito quem receber
a maior quantidade de votos válidos.
São
considerados votos válidos aqueles destinados aos candidatos. Votos brancos e
nulos não entram nessa conta.
Os
votos obtidos no primeiro turno não são transferidos nem somados aos da segunda
votação. A apuração do dia 25 de outubro começa uma nova contagem.
A
votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Nesta etapa,
vence o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos. Os votos registrados
no primeiro turno não são somados ao resultado da nova votação.
Direita
amplia força nos Estados e vence 10 de 20 governos no primeiro turno
A reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno
em São Paulo foi o principal símbolo da força da direita
nas disputas estaduais deste domingo, 4. Dos 19 governos já definidos sem
necessidade de uma nova votação, dez foram conquistados por candidatos de PL,
Republicanos ou PP, resultado que amplia a presença desse campo político nos
Estados e lhe garante máquinas regionais importantes para os próximos quatro
anos.
O avanço ocorreu em diferentes regiões do País. O PL
conquistou cinco governos: Paraná, com Sergio Moro;
Santa Catarina, com Jorginho Mello; Rio
Grande do Sul, com Zucco; Rondônia, com Marcos Rogério; e
Roraima, com Arthur Henrique. O
Republicanos venceu outros três: São Paulo, com Tarcísio; Minas Gerais,
com Cleitinho; e Mato Grosso, com Otaviano Pivetta.
Pelo PP, Eduardo Riedel venceu
em Mato Grosso do Sul e Lucas Ribeiro, na
Paraíba.
O PT garantiu três governos no primeiro turno, com Rafael Fonteles, no
Piauí, Jerônimo Rodrigues, na
Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará. O PSD, de centro direita,
venceu quatro disputas: Dr. Furlan, no
Amapá; Raquel Lyra, em
Pernambuco; Fábio Mitidieri, em
Sergipe; e Eduardo Braide, no
Maranhão. Também foram eleitos em primeiro turno Daniel Vilela (MDB),
em Goiás, e Dr. Daniel (Podemos),
no Pará.
O resultado ganha peso porque a
direita ficou com São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais
do País, e acrescentou agora o Paraná ao mapa de vitórias no primeiro turno.
O campo também consolidou
posições no Sul, no Centro-Oeste e no Norte. A distribuição mostra que o
desempenho não ficou restrito a uma única região e reforça uma tendência de
avanço de candidaturas de direita identificada ao longo da campanha.
A força conquistada nos Estados
passa agora a ter efeito imediato na disputa nacional. Flávio Bolsonaro (PL)
e Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) avançaram para o segundo turno da eleição
presidencial, e governadores alinhados às duas candidaturas poderão ser
mobilizados nas próximas três semanas para ampliar palanques regionais,
organizar alianças e buscar votos nos respectivos Estados.
Nesse desenho, a direita chega
ao segundo turno presidencial respaldada por uma rede capilarizada de governadores
e por vitórias em alguns dos principais colégios eleitorais do País.
O tamanho desse capital
político começará a ser testado já nas próximas três semanas, quando Tarcísio e
outros governadores eleitos terão de mostrar até que ponto a força conquistada nas
urnas estaduais pode ser transferida para a disputa pelo Palácio do Planalto.
Primeiro
turno não define governador em sete estados; veja onde haverá 2º turno
Disputas
ficaram em aberto após o primeiro turno deste domingo (4), e eleitores
definirão os vencedores no dia 25 de outubro de 2026.
O
primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4), não definiu
os governadores de sete estados. Com a votação dividida entre os principais
candidatos, Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro,
Rio Grande do Norte e Tocantins terão uma nova disputa no dia 25 de outubro.
Saiba Mais: https://ohoje.com/2026/10/05/primeiro-turno-nao-define-governador-em-sete-estados-veja-onde-havera-2o-turno/
Segundo turno coloca estratégias distintas de Lula
e Flávio à prova
Lula mira redução da abstenção,
enquanto Flávio Bolsonaro tenta ampliar alianças; os palanques estaduais também
entram no cálculo das campanhas.
A diferença de pouco mais de dois milhões de
votos entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro
turno iniciou uma nova etapa da disputa presidencial, agora com estratégias
distintas para tentar ampliar a votação até 25 de outubro.
De um lado, Lula coloca entre as prioridades
a mobilização dos 33 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas. Do
outro, Flávio inicia o segundo turno tentando transformar o desempenho obtido
no domingo em novos apoios políticos e eleitorais.
Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa
com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Com uma disputa agora
restrita a dois candidatos, as campanhas passam a olhar não apenas para quem
escolheu outros nomes no primeiro turno, mas também para o contingente que não
participou da votação.
A abstenção chegou a 21,08%, e foi destacada
por Lula depois da apuração. Ao falar sobre o segundo turno, o presidente
indicou que uma das frentes da campanha será tentar levar parte desse
eleitorado às urnas. A mobilização pode assumir movimentos diferentes de acordo
com cada estado.
Encerrado
o primeiro turno das eleições
2026, no domingo (4), ficou definida nas urnas a realização de
segundo turno na disputa pela Presidência entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o
senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dois terminaram à frente,
com Flávio somando 47,03% dos votos, enquanto Lula conquistou 45,16%.
Logo após
a confirmação do segundo turno, os candidatos que ficaram fora da disputa –
Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema
(Novo) - começaram a definir os posicionamentos e adotaram discursos diferentes
sobre a etapa final da eleição.
O escritor
Augusto Cury, candidato pelo Avante, teve 3,44 milhões de votos, o que
representou 2,89% dos votos válidos, disse na noite de domingo que pretende
ficar em “silêncio” em relação ao segundo turno e proibiu seus aliados a
apoiarem publicamente .
Quarto
colocado na eleição presidencial deste domingo, com 2,24% dos votos, o
candidato Renan Santos (Missão), afirmou que não vai apoiar
nenhum dos candidatos que chegaram ao 2º turno.
Ele
declarou que não votaria em nenhum dos dois e afirmou que, independentemente de
sua posição, considera que a eleição já estaria encaminhada para Flávio
Bolsonaro.
O quinto
colocado, Ronaldo Caiado, do PSD, que obteve 2,18% dos votos no
primeiro turno, não fez declaração pública de apoio individual a um dos
candidatos, mas informou que os diretórios estaduais estão liberados para que
definam o apoio no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Nomes como
Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) declararam apoio ao candidato do PL,
Flávio Bolsonaro. Por outro lado, Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão)
optaram por manter a neutralidade, não escolhendo nenhum dos nomes que seguem
na corrida pelo Palácio do Planalto. Juntos, estes quatro candidatos somaram
7,58% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial. Esse percentual pode
ser crucial em uma disputa apertada, visto que Lula finalizou o primeiro turno
com 45,16% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%, com uma
diferença de pouco mais de 2,2 milhões de votos. Ex-presidente Michel Temer
declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno Caiado, ex-governador de
Goiás, tem um encontro agendado com Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (6), em
Goiânia, para formalizar a aliança. Embora já tenham conversado por telefone, a
possível participação de Caiado em um futuro governo do candidato do PL ainda
não foi definida.
Romeu Zema
declara voto em Flávio no segundo turno Entre os candidatos derrotados no
primeiro turno, Romeu Zema expressou o apoio mais enfático a Flávio Bolsonaro.
Em uma publicação nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais afirmou
que seu voto seria “contra o PT”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário