quinta-feira, 8 de outubro de 2026

9- ELEIÇÕES 2026- UMA ANÁLISE DO PRIMEIRO TURNO - ONDE HAVERÁ SEGUNDO TURNO E ESTRATÉGIAS PARA O SEGUNDO TURNO ENTRE LULA E FLÁVIO BOLSONARO

 

9-  ELEIÇÕES 2026- UMA ANÁLISE DO PRIMEIRO TURNO - ONDE HAVERÁ SEGUNDO TURNO E ESTRATÉGIAS PARA O SEGUNDO TURNO ENTRE LULA E FLÁVIO BOLSONARO

 

A apuração do primeiro turno das eleições de 2026 revelou um mapa político marcado pelo fortalecimento da direita, com redefinição de forças no Congresso Nacional e novas lideranças regionais que prometem ditar o ritmo da política brasileira nos próximos anos. É essa a análise do especialista Fabio Zambelli, analista de risco político e jornalista, que participou da transmissão ao vivo da EXAME no dia 4 de outubro de 2026.

Segundo o analista, o resultado das urnas nos principais colégios eleitorais do país reflete a eficiência da articulação da direita em transferir votos e consolidar chapas completas. A combinação entre a disciplina do eleitorado conservador, o alinhamento tático para a disputa das duas vagas ao Senado e o uso estratégico das máquinas estaduais e municipais impulsionou vitórias decisivas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste — e redesenhou o mapa de forças políticas nacionais.

O 'efeito São Paulo' e a consolidação de Tarcísio

A reeleição do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo, ainda em primeiro turno, acompanhada pela vitória da dupla de senadores Guilherme Derrite e André do Prado, do Partido Liberal (PL) consolidou o estado como a principal fortaleza do campo conservador.

De acordo com Zambelli, a articulação na Grande São Paulo — potencializada pela atuação do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB) — foi determinante para movimentar o eleitorado de regiões periféricas e reverter margens históricas.

"Essa dupla, Ricardo Nunes e Tarcísio, conseguiu melhorar o desempenho da direita na Grande São Paulo, uma região com mais de 10 milhões de eleitores. A criação dessa 'colinha pronta' entre a liderança do governo e os candidatos ao Senado mostrou uma organização tática que garantiu uma votação expressiva", avalia o analista.

O resultado do pleito paulista também impôs uma dura derrota ao Governo Federal, com a não eleição das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva para o Senado, além da margem ampliada de Tarcísio sobre Fernando Haddad (PT), até então, principal sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência da República.

A força do PL e a reorganização do Senado

O avanço da direita foi visível nas disputas para o Senado Federal em colégios eleitorais estratégicos. No Distrito Federal, a 'dobradinha' entre Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, do PL, confirmou o alinhamento do eleitorado conservador do Centro-Oeste. Fenômeno semelhante ocorreu em Santa Catarina, com as eleições de Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, também do PL.

Zambelli destaca que a capacidade de mobilização do PL e a disciplina do eleitor na reta final superaram as projeções das pesquisas de véspera:

"A direita se organizou com muita clareza para a eleição do Senado. O eleitor chegou às urnas com a chapa consolidada na cabeça. A estratégia de vincular figuras de forte apelo popular a nomes da bancada federal funcionou perfeitamente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste."

Vitória de Moro no Paraná e avanço no Rio Grande do Sul

No Paraná, a eleição de Sérgio Moro (PL) ao governo do estado em primeiro turno marcou um dos retornos mais simbólicos da noite. A despeito do crescimento do candidato governista Sandro Alex (PSD) na reta final, a força da marca de Moro e a divisão do eleitorado local garantiram o resultado.

"A vitória de Sérgio Moro tem um significado político enorme. Trata-se do retorno de uma figura central da Lava Jato ao comando de um estado estratégico, enfrentando máquinas locais e consolidando sua liderança autônoma dentro do espectro da direita", ressalta o analista.

No Rio Grande do Sul, a eleição de Luciano Zucco (PL) para o Palácio Piratini ainda na primeira etapa, somada ao desempenho da bancada conservadora no Senado — com destaque para Marcel van Hattem e e Ubiratan Sanderson (ambos do PL) —, evidenciou o esvaziamento das candidaturas de centro alinhadas à gestão de Eduardo Leite (PSD).

Fraco desempenho da 'Terceira Via' e o diagnóstico das candidaturas

A apuração também expôs o estreitamento do espaço para candidaturas alternativas de centro e de perfil liberal tradicional. Nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos enfrentaram dificuldades para furar o bloqueio da polarização nacional.

Por outro lado, o crescimento da candidatura de Augusto Cury na terceira posição é apontado por Zambelli como uma busca pontual do eleitorado por um tom mais moderado, embora sem força suficiente para alterar a dinâmica de ida ao segundo turno entre as duas principais forças do país.

O desenho das urnas no primeiro turno de 2026 estabelece uma bancada federal de perfil predominantemente conservador e alinhada às pautas do Centrão e do PL. O próximo ciclo governamental terá de negociar com um Poder Legislativo organizado, de forte apelo regional e com bancadas estaduais fortalecidas pela expressiva votação de puxadores de votos, como Nikolas Ferreira em Minas Gerais e Lucas Pavanato em São Paulo.

https://exame.com/brasil/brasil-vive-uma-onda-conservadora-nas-urnas-no-1o-turno-diz-fabio-zambelli/

ABSTENÇÃO: NÃO FORAM VOTAR

O 1° turno da eleição para a Presidência da República teve a maior abstenção da série histórica. O número de eleitores aptos a votar, mas que não compareceram às urnas alcançou 21,07% e superou o de 2022, que foi de 20,95%. 

A abstenção de 21,07% registrada neste domingo (4/10) corresponde a pouco mais de 33 milhões de eleitores. O número é de, aproximadamente, 400 mil pessoas a mais do que o das eleições passadas. Há quatro anos, 32,7 milhões faltaram. 

https://www.otempo.com.br/eleicoes/2026/analises/2026/10/4/analise-abstencao-atinge-patamar-recorde-no-1-turno-da-eleicao-de-2026-e-supera-21

VAI TER SEGUNDO TURNO PARA PRESIDENTE E PARA ALGUNS GOVERNADORES

As eleições para presidente da República terão segundo turno em 25 de outubro de 2026. Flávio Bolsonaro e Lula foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno, realizado neste domingo (4), e voltam às urnas para disputar a Presidência.

Como funciona o segundo turno?

O segundo turno é uma nova votação entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno. Como restam apenas dois concorrentes, será eleito quem receber a maior quantidade de votos válidos.

São considerados votos válidos aqueles destinados aos candidatos. Votos brancos e nulos não entram nessa conta.

Os votos obtidos no primeiro turno não são transferidos nem somados aos da segunda votação. A apuração do dia 25 de outubro começa uma nova contagem.

A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Nesta etapa, vence o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos. Os votos registrados no primeiro turno não são somados ao resultado da nova votação.

https://paranaibamais.com.br/politica/segundo-turno-para-presidente-veja-quando-sera-quem-disputa-e-como-funciona-a-votacao/

Direita amplia força nos Estados e vence 10 de 20 governos no primeiro turno

A reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno em São Paulo foi o principal símbolo da força da direita nas disputas estaduais deste domingo, 4. Dos 19 governos já definidos sem necessidade de uma nova votação, dez foram conquistados por candidatos de PL, Republicanos ou PP, resultado que amplia a presença desse campo político nos Estados e lhe garante máquinas regionais importantes para os próximos quatro anos.

O avanço ocorreu em diferentes regiões do País. O PL conquistou cinco governos: Paraná, com Sergio Moro; Santa Catarina, com Jorginho Mello; Rio Grande do Sul, com Zucco; Rondônia, com Marcos Rogério; e Roraima, com Arthur Henrique. O Republicanos venceu outros três: São Paulo, com Tarcísio; Minas Gerais, com Cleitinho; e Mato Grosso, com Otaviano Pivetta. Pelo PP, Eduardo Riedel venceu em Mato Grosso do Sul e Lucas Ribeiro, na Paraíba.

O PT garantiu três governos no primeiro turno, com Rafael Fonteles, no Piauí, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará. O PSD, de centro direita, venceu quatro disputas: Dr. Furlan, no Amapá; Raquel Lyra, em Pernambuco; Fábio Mitidieri, em Sergipe; e Eduardo Braide, no Maranhão. Também foram eleitos em primeiro turno Daniel Vilela (MDB), em Goiás, e Dr. Daniel (Podemos), no Pará.

O resultado ganha peso porque a direita ficou com São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País, e acrescentou agora o Paraná ao mapa de vitórias no primeiro turno.

O campo também consolidou posições no Sul, no Centro-Oeste e no Norte. A distribuição mostra que o desempenho não ficou restrito a uma única região e reforça uma tendência de avanço de candidaturas de direita identificada ao longo da campanha.

A força conquistada nos Estados passa agora a ter efeito imediato na disputa nacional. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno da eleição presidencial, e governadores alinhados às duas candidaturas poderão ser mobilizados nas próximas três semanas para ampliar palanques regionais, organizar alianças e buscar votos nos respectivos Estados.

Nesse desenho, a direita chega ao segundo turno presidencial respaldada por uma rede capilarizada de governadores e por vitórias em alguns dos principais colégios eleitorais do País.

O tamanho desse capital político começará a ser testado já nas próximas três semanas, quando Tarcísio e outros governadores eleitos terão de mostrar até que ponto a força conquistada nas urnas estaduais pode ser transferida para a disputa pelo Palácio do Planalto.

https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/direita-amplia-forca-nos-estados-e-vence-10-de-19-governos-no-primeiro-turno/

Primeiro turno não define governador em sete estados; veja onde haverá 2º turno

Disputas ficaram em aberto após o primeiro turno deste domingo (4), e eleitores definirão os vencedores no dia 25 de outubro de 2026.

 O primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4), não definiu os governadores de sete estados. Com a votação dividida entre os principais candidatos, Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins terão uma nova disputa no dia 25 de outubro.

Saiba Mais: https://ohoje.com/2026/10/05/primeiro-turno-nao-define-governador-em-sete-estados-veja-onde-havera-2o-turno/

Segundo turno coloca estratégias distintas de Lula e Flávio à prova

Lula mira redução da abstenção, enquanto Flávio Bolsonaro tenta ampliar alianças; os palanques estaduais também entram no cálculo das campanhas.

A diferença de pouco mais de dois milhões de votos entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno iniciou uma nova etapa da disputa presidencial, agora com estratégias distintas para tentar ampliar a votação até 25 de outubro.

De um lado, Lula coloca entre as prioridades a mobilização dos 33 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas. Do outro, Flávio inicia o segundo turno tentando transformar o desempenho obtido no domingo em novos apoios políticos e eleitorais.

Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Com uma disputa agora restrita a dois candidatos, as campanhas passam a olhar não apenas para quem escolheu outros nomes no primeiro turno, mas também para o contingente que não participou da votação.

A abstenção chegou a 21,08%, e foi destacada por Lula depois da apuração. Ao falar sobre o segundo turno, o presidente indicou que uma das frentes da campanha será tentar levar parte desse eleitorado às urnas. A mobilização pode assumir movimentos diferentes de acordo com cada estado.

https://www.correiodamanha.com.br/politica/2026/10/324715-segundo-turno-coloca-estrategias-distintas-de-lula-e-flavio-a-prova.html

Encerrado o primeiro turno das eleições 2026, no domingo (4), ficou definida nas urnas a realização de segundo turno na disputa pela Presidência entre o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dois terminaram à frente, com Flávio somando 47,03% dos votos, enquanto Lula conquistou 45,16%.

Logo após a confirmação do segundo turno, os candidatos que ficaram fora da disputa – Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) - começaram a definir os posicionamentos e adotaram discursos diferentes sobre a etapa final da eleição.

O escritor Augusto Cury, candidato pelo Avante, teve 3,44 milhões de votos, o que representou 2,89% dos votos válidos, disse na noite de domingo que pretende ficar em “silêncio” em relação ao segundo turno e proibiu seus aliados a apoiarem publicamente .

Quarto colocado na eleição presidencial deste domingo, com 2,24% dos votos, o candidato Renan Santos (Missão), afirmou que não vai apoiar nenhum dos candidatos que chegaram ao 2º turno.

Ele declarou que não votaria em nenhum dos dois e afirmou que, independentemente de sua posição, considera que a eleição já estaria encaminhada para Flávio Bolsonaro.

O quinto colocado, Ronaldo Caiado, do PSD, que obteve 2,18% dos votos no primeiro turno, não fez declaração pública de apoio individual a um dos candidatos, mas informou que os diretórios estaduais estão liberados para que definam o apoio no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-10-05/cury--renan--caiado-e-zema--veja-quem-apoia-quem-no-2-turno.html

Nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) declararam apoio ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Por outro lado, Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) optaram por manter a neutralidade, não escolhendo nenhum dos nomes que seguem na corrida pelo Palácio do Planalto. Juntos, estes quatro candidatos somaram 7,58% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial. Esse percentual pode ser crucial em uma disputa apertada, visto que Lula finalizou o primeiro turno com 45,16% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%, com uma diferença de pouco mais de 2,2 milhões de votos. Ex-presidente Michel Temer declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno Caiado, ex-governador de Goiás, tem um encontro agendado com Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (6), em Goiânia, para formalizar a aliança. Embora já tenham conversado por telefone, a possível participação de Caiado em um futuro governo do candidato do PL ainda não foi definida.

Romeu Zema declara voto em Flávio no segundo turno Entre os candidatos derrotados no primeiro turno, Romeu Zema expressou o apoio mais enfático a Flávio Bolsonaro. Em uma publicação nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que seu voto seria “contra o PT”.

https://www.bandab.com.br/politica/eleicoes-2026/quem-cury-caiado-renan-e-zema-vao-apoiar-no-segundo-turno-entre-flavio-bolsonaro-e-lula/

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