sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

SB SABENDO BEM INFORMA

 

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 ESTAMOS NA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

 

1-    Região Episcopal Ipiranga

·          R. Xavier de Almeida, 818
Ipiranga - São Paulo - SP
CEP 04211-001
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·           2274-8500/8819 | 2914-6964 FAX

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Ou se preferir, entre em contato através do formulário 
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·          Segunda a sábado das 8 às 12h e das 13 às 17h

 

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2-    CÚRIA ARQUIDIOCESANA

“A cúria diocesana compõe-se das instituições e pessoas que prestam serviço ao Bispo diocesano no governo de toda a diocese, principalmente na direção da ação pastoral, na administração da diocese e no exercício do poder judicial.”.(Código de Direito Canônico-Cân. 469).

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

7º Arcebispo Metropolitano de São Paulo

Lema: “In meam commemorationem” (“fazei isto em memória de mim”).
Período: 2007 - atua

https://arquisp.org.br/arcebispo/biografia

 


Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ
Região Ipiranga

 

https://arquisp.org.br/bispos-auxiliares-e-vigarios-episcopais

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terça-feira, 24 de janeiro de 2023

BEM-VINDO!

 



SEJA BEM-VINDO!

 

(Ano A/Verde) 4º Domingo do Tempo Comum 29 de janeiro de 2023

 

https://www.blogger.com/blog/post/edit/3427214732489895623/1418237948294424637#

 

 

ANO VOCACIONAL NACIONAL

 

- Bem-aventuranças, ideal de vida que exige espírito de pobreza e doação

 

DOMINGO, 29 DE JANEIRO DE 2023


OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

 OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

01- Liturgia do Quarto Domingo do Tempo Comum –Ano A

A liturgia da Palavra deste domingo nos traz um dos mais belos discursos de Jesus: o sermão das bem-aventuranças. Em suas primeiras linhas, o Evangelho relata que uma multidão, vinda de todos os lugares, rodeava o Senhor, para ouvir a sua doutrina salvadora, que dá sentido à vida. É esta a ocasião que Jesus aproveita para traçar uma imagem do verdadeiro discípulo e proclama bem-aventurados os pobres em espírito, os que sofrem, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz e os perseguidos por causa da justiça (cf. Mt 5,3-10).

Jesus, luz que brilha nas trevas e convida a segui-lo, nos garante a verdadeira felicidade, bem diferente daquela que o mundo propõe, especialmente através do consumismo, do prazer passageiro, do acúmulo de bens. Na busca da felicidade, nem sempre fazemos a melhor escolha, a da renúncia, do despojamento, do serviço, da justiça. (... a busca constante da felicidade encontra resposta nas bem-aventuranças / quinta-feira – Apresentação do Senhor; sexta-feira – São Brás /...)

Mensagem

Os “pobres no espírito”

A insistente pregação de Jesus e da Igreja em favor dos pobres incomoda certas pessoas. Nas Bem-aventuranças segundo Mt (evangelho), Jesus felicita os “pobres no espírito”. Por que “no espírito”? Talvez não sejam os materialmente pobres? É possível ser pobre no espírito e rico materialmente?

Já no Antigo Testamento (1ª leitura), Deus mostra que seu favor não depende de poder e riqueza. Ele prefere os que praticam a justiça, ainda que pobres: os “pobres do Senhor”. Isso era difícil entender para os antigos israelitas, que – como muita gente hoje – viam na riqueza uma prova do favor de Deus.

Jesus, no evangelho, anuncia o Reino de Deus, como dom e missão, aos que têm esse espírito dos “pobres de Deus”: os que não pretendem dominar os outros pelo poder e a riqueza, mas se dispõem a colaborar na construção do reino de amor, justiça e paz, tornando-se pobres, colocando-se do lado dos pobres e confiando antes de tudo no poder de Deus e no valor de sua “justiça”, que é a sua vontade, seu plano de salvação. Os “pobres de Deus” assumem atitudes inspiradas por Deus e seu reino: pobreza (não apenas forçosa, mas no espírito e no coração), paciência (com firmeza), justiça (com garra), paz (na sinceridade) etc. Aos que vivem assim, Jesus anuncia a felicidade (“bem-aventurança”) do reino. Esses são os cidadãos do reino, os herdeiros da terra prometida. E, de fato, o “manso”, o não-violento tem bem mais condições de usar a terra que o grileiro. Os pobres solidários constroem uma sociedade melhor que os ricos egoístas. Há quem diga que as Bem-aventuranças não visam os pobres materialmente, porque esses não podem ser os “promotores da paz” aos quais se refere a sétima bem-aventurança (Mt 5,9). Mas será que a verdadeira paz, fruto da justiça, não é promovida pelos pobres e os que em solidariedade com eles lutam pelo direito de todos?

O apóstolo Paulo ensina que Deus escolheu os pobres e os simples para envergonhar os que se acham importantes (2ª leitura). Deus é quem tem a última palavra. Demonstrou isso em Jesus, morto e ressuscitado. Demonstrou isso também em Paulo, que abandonou seu status de judeu e fariseu, para se tornar desprezado, seguidor de Jesus. Não pela posição e pelo poder, mas pelo; despojamento radical é que Paulo se tornou participante da obra de Cristo.

Devemos optar, na vida, pelos valores do Reino e não pelo poder baseado na opressão, na exploração…. Devemos optar pelos pobres e não pelos que os empobrecem! Para isso precisamos de desprendimento, pobreza até no nosso íntimo (“no espírito”). A bem-aventurança não vale para pobre com mania de rico! Os pobres no espírito são os que não apenas “queriam”, mas efetivamente querem e optam por formar “povo de Deus” com os oprimidos e empobrecidos, porque têm fome e sede do Reino de Deus e sua justiça.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

https://diocesejacarezinho.org/2017/01/40-domingo-do-tempo-comum-ano-a/

 

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO NOVO GOVERNO LULA 3

O governo Lula e o valor do salário mínimo em 2023

A promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de retomar a política de valorização do salário mínimo não será implementada imediatamente.

Lula disse na campanha que o salário mínimo voltaria a ser reajustado não só pela inflação, mas também de acordo com a variação do Produto Interno Bruto (PIB) – se a economia cresce, o valor do salário mínimo também cresce acima da inflação.

O valor do salário mínimo neste ano, segundo a proposta detalhada por Dias, seria de R$ 1.320, 8,9% maior do que o do ano anterior e 3,1% acima da inflação de 2022.

Na reunião com Lula, os sindicatos pediram um valor ainda maior, de R$ 1.343 – 10,8% maior do que o do ano passado, com aumento real de 5% acima da inflação.

O que pode acontecer

O programa de governo de Lula definiu o aumento real do salário mínimo como uma medida essencial para a "recuperação do poder de compra" de trabalhadores e beneficiários de políticas previdenciárias e assistenciais.

A medida também tem impacto na dinamização da economia, em especial em pequenos municípios, nos quais a proporção de pessoas com rendimento de um salário mínimo é maior.  

A depender da avaliação do Ministério da Economia sobre a folha de beneficiários do INSS e da evolução do cenário fiscal, é possível que Lula anuncie um novo valor do salário mínimo no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador

https://www.dw.com/pt-br/o-debate-no-governo-lula-sobre-o-valor-do-sal%C3%A1rio-m%C3%ADnimo-em-2023/a-64454854

NOVO BOLSA FAMÍLIA

AUXÍLIO BRASIL 2023: Governo Lula deve revisar cadastros irregulares do Auxílio Brasil, nestes meses de janeiro e fevereiro

SAIBA MAIS EM: https://jc.ne10.uol.com.br/economia/2023/01/15158537-auxilio-brasil-2023-governo-lula-vai-excluir-beneficiarios-do-pagamento-saiba-quem-deve-parar-de-receber-rs-600-em-2023.html

Governo Lula dá aval a embaixador da Venezuela indicado por Nicolás Maduro.

Lula já começou a internacionalização do seu governo com a primeira visita à Argentina. Foi pensado até numa nova moeda...

SB SABENDO BEM DESTE DOMINGO E DESTA SEMANA

 

SB SABENDO BEM DESTE DOMINGO E DESTA SEMANA

01-  OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

 

1.    Liturgia do Quarto Domingo do Tempo Comum- Ano A;

2.    Mensagem: Os pobres em espírito.

3.    Últimas Notícias do Governo Lula.

 

02-  SB SABENDO BEM INFORMA;

03-  LEITURAS DO QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A;

04-  LEITURAS DA SEMANA: DE  30 DE JANEIRO A 05 DE FEVEREIRO DE 2023;

05-  REFLEXÃO DOMINICAL I: AS BEM-AVENTURANÇAS;

06-  REFLEXÃO DOMINICAL II: FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO;

07-  REFLEXÃO DOMINICAL III - AS BEM-AVENTURANÇAS: ILUSTRAÇÕES DE COMO VIVER CENTRADOS EM DEUS;

08- SANTOS DA SEMANA: SÃO JOÃO BOSCO(31/01), APRESENTAÇÃO DO SENHOR (02/02), SÃO BRÁS DE SEBASTE, PROTETOR DA GARGANTA(03/02);

09- CINCO PROFISSÕES QUE PAGAM BEM E CONTRATAM PESSOAS ACIMA DE 50 ANOS;

10- TRES MANEIRAS DE SE VER O MUNDO:  OS PRINCÍPIOS DA 'CAUSALIDADE', DA 'CASUA DADE' E DA 'SINCRONICIDADE'"

 

11- SANTO AGOSTINHO E AS 5 DICAS PARA SER FELIZ;

12- SUGESTÃO DE LEITURAS

1.    Sobre a felicidade: uma viagem filosófica( FrédericLenoir- autor) e Vera Lúcia dos Reis (tradutora);

2.    Sobre a vida feliz (Santo Agostinho).

 


SB SABENDO BEM INFORMA

 


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Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

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# VACINAR É UM ATO DE AMOR!

 

EU CUIDO DE VOCÊ E VOCÊ CUIDA DE MIM E DEUS CUIDA DE NÓS!

 

USE MÁSCARAS NOS HOSPITAIS E TRANSPORTES PÚBLICOS

 

 

 

 

 


LEITURAS DO QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A

 

LEITURAS DO QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A

 

PRIMEIRA LEITURA (Sf 2,3; 3,12-13)

Leitura da Profecia de Sofonias.

3 Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; talvez achareis um refúgio no dia da cólera do Senhor. 3,12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. 13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 145(146) (R.Mt 5,3)

Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

 1. O Senhor é fiel para sempre,* faz justiça aos que são oprimidos; / ele dá alimento aos famintos,* é o Senhor quem liberta os cativos.

2. O Senhor abre os olhos aos cegos* o Senhor faz erguer-se o caído; / o Senhor ama aquele que é justo * É o Senhor quem protege o estrangeiro.

 3. Ele ampara a viúva e o órfão * mas confunde os caminhos dos maus. / O Senhor reinará para sempre! * Ó Sião, o teu Deus reinará!

SEGUNDA LEITURA (1Cor 1, 26-31)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 26Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. 27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele. 30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, 'quem se gloria, glorie-se no Senhor'.

 - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Mt 5,12a)

 Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, / pois bem grande é a recompensa que nos céus tereis, um dia!

 

EVANGELHO (Mt 5,1-12a)

 

 P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo: 1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 'Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quan11do vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

 

 

 

 

 

 

LEITURAS DA SEMANA: 30 DE JANEIRO A 05 DE FEVEREIRO DE 2023- ORAÇÃO DO ANO VOCACIONAL

 


LEITURAS DA SEMANA: 30 DE JANEIRO A 05 DE FEVEREIRO DE 2023

Dia 30, 2ªf,:Hb 11,32-40; Sl 30(31); Mc 5,1-20;

Dia 31, 3ªf, S. João Bosco: Hb 12,1-4; Sl 21(22); Mc 5,21-43;

Dia 1º, 4ªf: Hb 12,4-7.11-15 ;Sl 102(103); Mc 6,1-6;

Dia 02, 5ªf, Apresentação do Senhor: Ml 3,1-4 ou Hb 2,14-18; Sl 23(24); Lc 2,22-40;

 Dia 03, 6ªf, S. Brás, Sto. Oscar: Hb 13,1-8; Sl 26(27); Mc 6,14- 29;

Dia 04, sáb.: Hb 13,15-17.20- 21; Sl 22(23); Mc 6,30-34;

Dia 05, dom., 5º do TC-A: Is 58,7-10; Sl 111(112); 1Cor 2,1-5; Mt 5,13-16 (Sal da terra e luz do mundo).

 

Oração do Ano Vocacional

Senhor Jesus, enviado do Pai e Ungido do Espírito Santo, que fazeis os corações arderem e os pés se colocarem a caminho, ajudai-nos a discernir a graça do vosso chamado e a urgência da missão. Continuai a encantar famílias, crianças, adolescentes, jovens e adultos, para que sejam capazes de sonhar e se entregar, com generosidade e vigor, a serviço do Reino, em vossa Igreja e no mundo. Despertai as novas gerações para a vocação aos Ministérios Leigos, ao Matrimônio, à Vida Consagrada e aos Ministérios Ordenados. Maria, Mãe, Mestra e Discípula Missionária, ensinai-nos a ouvir o Evangelho da Vocação e a responder com alegria. Amém!

 

 

 

 

 


REFLEXÃO DOMINICAL I: AS BEM-AVENTURANÇAS

 

REFLEXÃO DOMINICAL I:

AS BEM-AVENTURANÇAS

- As Bem-aventuranças são o anseio por um mundo novo. Numa sociedade consumista e egoísta, Jesus proclama a felicidade daqueles que sentem, hoje, a dor da injustiça e os chama para seu Reino. Não podemos nos conformar com esse mundo violento e materialista. Desejamos um mundo novo: novos céus e nova terra.

 - Em 19 de março de 2018, o Papa Francisco lançou a Exortação Apostólica "Alegrai-vos e Exultai" sobre o chamado à santidade. Nela, o Papa descreve cada uma das bem-aventuranças e o seu convite: "Ser pobre no coração, isto é santidade. Jesus viveu assim. Reagir com humilde mansidão, até diante dos adversários: isto é santidade. Saber chorar com os outros: isto é santidade. Jesus viveu assim. Buscar a justiça com fome e sede: isto é santidade. Olhar e agir com misericórdia: isto é santidade. Jesus viveu assim. Manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor: isto é santidade. Jesus viveu assim. Semear a paz ao nosso redor: isto é santidade. Jesus viveu assim. Abraçar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete problemas: isto é santidade" (Cf. GE, 62 a 94).

 - A primeira atitude de Jesus é ver, fixar o rosto dos seus, diz o Papa, referindo-se ao Evangelho de Mateus. Aqueles rostos põem em movimento o entranhado amor de Deus. Não foram ideias nem conceitos que moveram Jesus; foram os rostos, as pessoas. É a vida que clama pela Vida, que o Pai nos quer transmitir.

- As Bem-aventuranças nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz; de homens e mulheres que conhecem o sofrimento, que conhecem a frustração e a angústia geradas quando "o chão lhes treme debaixo dos pés" ou "os sonhos acabam submersos" e se arruína o trabalho duma vida inteira; mas são pessoas que têm garra e coragem para continuar a luta, reconstruir e recomeçar.

- Esse texto do Evangelho não nos permite ficar em uma atitude passiva perante a realidade, nem podemos ser um espectador que se limita a olhar e analisar as estatísticas e números do que acontece. Não somos profetas de desgraças, que semeiam decepções. Precisamos agir como Jesus agiu.

 - Quando Jesus diz bem-aventurado "o pobre, o que chorou, o aflito, o que sofre, o que perdoou", vem extirpar a imobilidade paralisadora de quem pensa que as coisas não podem mudar, de quem deixou de crer no poder transformador de Deus Pai e nos seus irmãos, especialmente naqueles mais frágeis, nos seus irmãos descartados.

- Jesus, quando proclama as Bem-aventuranças, vem sacudir aquela prostração negativa chamada resignação que nos faz crer que se pode viver melhor, se evitarmos os problemas, se fugirmos dos outros, se nos escondermos ou fecharmos nas nossas comodidades, se nos adormecermos num consumismo tranquilizador. Aquela resignação que nos leva a isolar-nos de todos, a dividir-nos, a separar-nos, a fazer-nos cegos perante a vida e o sofrimento dos outros.

- As Bem-aventuranças são aquele novo dia para quantos continuam a apostar no futuro, a sonhar e a deixar-se tocar e impelir pelo Espírito de Deus. Bem-aventurados vocês que se deixam contagiar pelo Espírito de Deus, lutando e trabalhando por este novo dia, porque vosso será o Reino do Céu.

- A nossa felicidade consiste no fato de termos conhecido o Senhor Jesus. Aí está o verdadeiro motivo de nossa alegria e de nossa paz. Humanamente, somos levados a pensar de outra forma: é feliz quem é rico, quem é saciado de bens, quem recebe aplausos e é invejado por muitos, quem tem todas as seguranças. E este é um pensamento mundano, não é pensamento das Bem-aventuranças. Jesus, ao contrário, declara um fracasso o sucesso mundano, pois se baseia em um egoísmo que infla e depois deixa o vazio no coração.

 - A nossa comunidade acredita e valoriza as pessoas simples e fracas? Acreditamos no poder de Deus ou somente nas nossas próprias capacidades e forças?

http://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2022/11/29_01_23.pdf

 

 

 

 


REFLEXÃO DOMINICAL II: FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO

 

REFLEXÃO DOMINICAL II:

FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO

A liturgia deste domingo faz-nos meditar sobre as Bem-Aventuranças (cf. Mt 5, 1-12a), que abrem o grande sermão chamado “da montanha”, a Carta Magna do Novo Testamento. [...] Quero meditar sobre a primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (v. 4). O pobre em espírito é quem assumiu os sentimentos e as atitudes daqueles pobres que na sua condição não se rebelam, mas sabem ser humildes, dóceis, disponíveis à graça de Deus. A felicidade dos pobres — dos pobres em espírito — tem uma dupla dimensão: em relação aos bens e em relação a Deus. Relativamente aos bens, aos bens materiais, esta pobreza em espírito é sobriedade: não necessariamente renúncia, mas capacidade de apreciar o essencial, de partilhar; capacidade de renovar todos os dias a admiração pela bondade das coisas, sem sucumbir à opacidade do consumo voraz. Quanto mais tenho, mais quero; quanto mais tenho, mais quero: esse é o consumo voraz. E isso mata a alma. E o homem ou a mulher que faz isso, que tem essa atitude “quanto mais tenho, mais quero”, não é feliz e não alcançará a felicidade. Em relação a Deus é louvor e reconhecimento que o mundo é bênção e que na sua origem está o amor criador do Pai. Mas é também abertura a Ele, docilidade à sua senhoria: Ele é o Senhor, Ele é o Grande, eu não sou grande porque tenho muitas coisas! É Ele: Ele que quis o mundo para todos os homens e o quis para que os homens fossem felizes. O pobre em espírito é o cristão que não confia em si mesmo, nas riquezas materiais, não se obstina nas suas opiniões pessoais, mas escuta com respeito e aceita de bom grado as decisões de outros. Se nas nossas comunidades existissem mais pobres em espírito, haveria menos divisões, contrastes e polêmicas! A humildade, como a caridade, é uma virtude essencial para a convivência nas comunidades cristãs. Os pobres, nesse sentido evangélico, parecem-se com aqueles que mantêm viva a meta do Reino dos céus, fazendo entrever que este é antecipado de forma germinal na comunidade fraterna, que à posse privilegia a partilha. Gostaria de sublinhar isto: à posse privilegiar a partilha. Ter sempre o coração e as mãos abertas (faz o gesto), não fechadas (faz o gesto). Quando o coração está fechado (faz o gesto), é um coração apertado: nem sequer sabe como amar. Quando o coração está aberto (faz o gesto), se encaminha para a senda do amor. A Virgem Maria, modelo e primícia dos pobres em espírito, porque totalmente dócil à vontade do Senhor, nos ajude a abandonar-nos a Deus, rico em misericórdia, a fim de que nos enche dos seus dons, especialmente da abundância do seu perdão.

 Papa Francisco Ângelus , 01/2017

 

https://arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-47-a-13-4-domingo-do-tempo-comum.pdf

 

 


REFLEXÃO DOMINICAL III

 

A primeira e a segunda leitura deste domingo nos falam da eleição de Deus. Deus

escolhe os pequeninos (fracos) para confundir os poderosos deste mundo. O

evangelho, na mesma direção, apresenta o programa do discipulado de Jesus.

Somente os pobres em espírito (pequeninos, fracos) poderão trilhar os caminhos do

Senhor. As bem-aventuranças são o itinerário dos que seguem a Jesus de Nazaré.

Felizes são aqueles que encontram apoio somente no Pai. Eles são felizes porque

buscam o bem para todos. A sua felicidade está na prática do bem (amor). Na

contramão da cultura atual, em que a felicidade se reduz a “bem-estar” individual, a

felicidade de que nos fala Jesus encontra-se somente em Deus e, portanto, só

seremos verdadeiramente felizes quando construirmos um mundo humano para todos!

Quando, imitando a felicidade da Trindade, construirmos comunhão!

II. Comentários dos textos bíblicos

1. Evangelho: Mt 5,1-12a

As bem-aventuranças consistem no programa de seguimento de Jesus. São oito ou

nove ilustrações de como viver centrado em Deus. O(a) discípulo(a) encontra a sua

felicidade somente centralizado(a) em Deus. Sua recompensa vem da bondade divina.

Em Mt 5,1-12, Jesus apresenta as bem-aventuranças ilustradas, e Mt 25,31-46, as

bem-aventuranças consumadas. Os bem-aventurados de Mt 5,1-12 correspondem aos

benditos do meu Pai de Mt 25,31-46.

O convite de Jesus aos seus discípulos significa isto: descentralizai-vos de vós

mesmos, não busqueis vossa felicidade segundo os vossos interesses. Centralizai-vos

em Deus e sejais felizes construindo um mundo no qual todos possam ser felizes.

Ninguém é feliz sozinho. Só de Deus vem a verdadeira felicidade, e ele é Pai de todos.

As bem-aventuranças

“Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino de Deus” (v. 3). Os pobres no

espírito – correspondentes ao conceito de pequeninos em Lucas — são aqueles que

não possuem nenhum apego aos bens deste mundo. Eles são capazes de repartir os

bens com os outros. São felizes porque sabem que os critérios de felicidade de Deus

são diferentes dos critérios humanos. Não possuem nenhum bem mundano! O

coração deles não tem amarras. Estão livres para voltar-se para Deus. Por isso

mesmo, sua recompensa só pode ser o Reinado de Deus. Descentralizados de si,

tudo repartem, pois seu tesouro é um só: Deus. Onde há partilha, há lugar para todos:

todos são inclusos!

“Felizes os que choram, porque serão consolados” (v. 4). Os que choram são aqueles

que padecem a injustiça de uma sociedade excludente. Os marginalizados, os que

não contam para um sistema econômico cuja base se assenta no consumo. São “os

estranhos” porque não participam do mercado de consumo. As sobras da sociedade,

que se deixam escravizar para poder sobreviver. Os renegados, vítimas de

preconceitos bestiais. Enfim, todos os sofridos cujos sofrimentos são impostos pelo

próprio ser humano. Eles são consolados porque Deus “sofre onde sofre o amor”

 

(Jürgen Moltmann). Deus sempre se põe ao lado do fraco e indefeso. Dos últimos,

Deus faz os primeiros para que nem mesmo os que se fazem primeiros escapem de

seu amor misericordioso.

“Felizes os mansos, porque receberão a terra por herança” (v. 5). Essa bem-

aventurança nos remete à primeira. Enquanto aquela se refere à pessoa, esta trata da

relação com o próximo. Mansos são todos aqueles que estabelecem relações

alicerçadas na não violência. Diante do outro, os mansos apresentam-se desarmados,

sem preconceitos, sem defesas. Eles acolhem o outro. Centralizam-se no próximo. Por

isso, a herança deles é a terra, ou seja, o reinado de Deus!

“Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (v. 6). Os famintos

e sedentos de justiça são aqueles que procuram ser justos e realizar a vontade de

Deus. Aqueles que constroem um mundo mais humano, no qual todos possam viver

com dignidade. Estes, que querem um mundo mais justo para todos, serão saciados

com o Reinado de Deus!

“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (v. 7). Os misericordiosos

são aqueles que se deixam mover pela compaixão: neles, o amor está sempre em ato,

os põe para fora, em comunhão com o próximo. Destes o Senhor não se esquecerá no

juízo final: “estive nu e me vestistes, faminto e me destes de comer, doente e fostes

me visitar”, idoso e não me desprezastes, no mundo das drogas e me acolhestes.

Os misericordiosos colocam-se no lugar do outro. O amor misericordioso os

descentraliza. O outro é o seu centro. Por isso eles bendizem a Deus, ou seja, falam

bem do Deus misericordioso. A fala deles é gestual, operativa! A misericórdia é amor

sempre em ato, nunca abstrato!

“Felizes os puros no coração, porque verão a Deus” (v. 8). Os puros no coração são

todos aqueles que não se deixam corromper por outros deuses: dinheiro, poder,

consumo… Eles são puros no seu ser mais profundo. Por isso, eles entram em

comunhão com Deus: “Verão a face divina”.

“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (v. 9). Os

promotores da paz são todos os que constroem a paz, criam laços de fraternidade,

estabelecem canais de comunicação onde não há dialogo, restabelecem amizades

rompidas pela intolerância. Estes serão considerados filhos de Deus.

“Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino de Deus” (v. 10).

A vontade de Deus é que haja justiça para todos. Seu reinado será de justiça e paz.

Os perseguidos por causa da justiça são aqueles que buscam realizar a vontade de

Deus, a instauração de seu Reino. Eles, perseguidos por causa da justiça, não

revidam com o mal. Perdoam (não revidam) seus perseguidores, por isso contribuem

para extinguir o pecado do mundo, tal como o “Cordeiro de Deus”. Deles é o Reinado

do Pai.

A última bem-aventurança refere-se aos seguidores de Jesus. Jesus é a causa da

perseguição de seus discípulos. Essa bem-aventurança consiste num convite de

alegria que Jesus faz aos seus discípulos. Como os profetas foram perseguidos por

causa do anúncio da misericórdia divina e, portanto, por anunciar a vinda do Filho de

Deus, assim são os seguidores dele. Assim como o próprio Jesus foi rejeitado pelo

 

poder constituinte (político e religioso), os seus discípulos, de todos os tempos, têm a

mesma sorte.

Perderíamos toda a profundidade desse programa de Jesus estendido a todos os seus

discípulos se não víssemos nas bem-aventuranças que somente Deus é garantia de

felicidade para o ser humano. Seguimos os passos de Jesus se o nosso coração não

está apegado a falsas seguranças; quando não nos consolamos com as coisas do

mundo; quando nos apresentamos completamente desarmados em face do nosso

irmão; quando somos famintos e sedentos da justiça divina; quando nos deixamos

mover pela misericórdia; quando em nosso coração só há lugar para o Pai; quando

construímos a paz; quando o nosso objetivo é a realização da vontade do Pai e

quando o mundo nos persegue porque trilhamos as pegadas de Jesus. Somente

assim seremos verdadeiramente felizes.

2. I leitura: Sf 2,3; 3,12-13

Sofonias apresenta-se como profeta do pequeno resto de Israel! Israel confiou em si

mesmo, mostrou-se autossuficiente até cair nas mãos dos assírios. De Israel, Deus

escolheu um pequeno “povo humilhado e pobre” (pequeninos, fracos). Este não usa

de violência, mas “busca apoio no Senhor”. Somente os que não usam de violência,

que buscam a justiça, podem formar comunidade. Os que bastam a si mesmos, os

que confiam em seu poder não podem construir nada em comum, pois lhes falta

exatamente o princípio básico sobre o qual se assenta qualquer coisa em comum:

comunhão!

3. II leitura: 1Cor 1,26-31

“Deus escolhe aquilo que é nada para mostrar a nulidade dos que são alguma coisa”

(v. 28). Paulo apresenta as razões para a escolha de Deus: “para que quem se gloria,

glorie-se no Senhor” (v. 31). Ora, a glória do Senhor é a cruz, tal como nos mostra

João em seu evangelho. Portanto, a glória do Senhor é o amor. Assim, só há

verdadeira glória para aqueles que praticam a caridade, pois estes se gloriam no

Senhor, uma vez que quem ama o seu irmão ama a Deus.

O teor desse trecho da carta de Paulo aos cristãos de Corinto corresponde

perfeitamente aos “pobres em espírito” da primeira bem-aventurança do Evangelho de

Mateus. Os pobres em espírito são aqueles que buscam a glória de Deus, enquanto a

glória dos que “são alguma coisa” na realidade é uma vanglória.

III. Pistas para reflexão

O desejo da felicidade caracteriza o ser humano. Assim como é próprio da razão a

busca do conhecimento, é próprio da vontade a busca da felicidade. Nenhum ser

humano pode deixar de buscá-la. A procura por ela é sempre individual. Eu e somente

eu posso buscar a minha felicidade. Os caminhos que eu persigo para buscá-la são os

meus caminhos. Mas embora a busca pela felicidade seja sempre individual, eu jamais

posso ser feliz sozinho. Sou feliz se os outros também forem.

Somente o bem pode nos fazer felizes. O mal jamais pode propiciar felicidade. Ora,

todas as pessoas, porque buscam ser felizes, buscam o bem. No fundo, todos

buscamos Deus. Somente possuindo o bem soberano (Deus) seremos felizes. Como

possuímos Deus? Na prática do bem (amor). Com efeito, na realização do bem, sou

feliz. A felicidade, portanto, não se apresenta como algo que atingimos no final da

nossa busca. Ela encontra-se na própria busca! O bem que eu procuro, encontro-o no

bem que realizo!

 

Nossa vida é uma aventura! O seguimento de Jesus é uma boa aventura! Minha vida

está sendo uma aventura, contento-me com alguns momentos de bem-estar, ou ela

está sendo uma boa aventura? Minha felicidade, eu a apoio em Deus, em mim

mesmo, ou no consumo?

A vida da Igreja está sendo uma boa aventura? Está sendo verdadeiramente “germe

do Reino”? De fato, é dela o “Reino de Deus”?

A prática da Igreja arrancará de Jesus o convite: “Vinde, bendita do meu Pai”? A

minha prática cristã me coloca à direita do meu Senhor?

 

Pe. IvonilParraz