quinta-feira, 16 de abril de 2026

3. LITURGIA DO 3.º DOMINGO DA PÁSCOA- ANO A

 

 

3.      LITURGIA DO 3.º DOMINGO DA PÁSCOA- ANO A

 

- A Igreja nos proporciona, com o itinerário pascal que vivemos, uma experiência jubilosa de encontro com o Senhor Ressuscitado. A Liturgia da Palavra nos mostra o caminho rumo a este encontro que, segundo o Papa Francisco, deve encher o coração e a vida dos que o fazem com a alegria do Evangelho.

- A Boa Nova é a presença do Ressuscitado que ultrapassa todo o tempo e espaço e hoje nos alcança. Esta presença de Jesus, contudo, se dá de muitas maneiras e será preciso a luz da fé para reconhecê-las. A Liturgia de hoje nos indica esta presença na Palavra e no Pão.

- Na primeira leitura, Pedro se levanta cheio do Espírito Santo e faz um grande discurso ao povo presente, dando-lhes, baseado nas Escrituras, as razões da ressurreição de Jesus, da qual os Apóstolos agora são testemunhas. Logo, duas são as garantias que fundamentam a Ressurreição dentro do plano salvífico do Pai: o testemunho das Escrituras e o testemunho dos Apóstolos. Sobre estas bases a Igreja se mantém firme até os dias de hoje.

- Este é o percurso catequético que Lucas escolheu para relatar a experiência dos discípulos que estavam a caminho de Emaús. Estes representam toda a humanidade desesperançada, desanimada, cética e desconfiada. Os discípulos permaneciam como que cegos e não podiam compreender, por suas próprias forças, todos os acontecimentos que se sucederam. É o próprio Jesus que lhes vai ao encontro e, percorrendo as Escrituras, de Moisés aos Profetas, explica-lhes o projeto do Pai que se realiza plenamente n'Ele. Todavia, a revelação do Ressuscitado só é perfeitamente reconhecida através do rito memorial de sua morte e ressurreição: a Eucaristia. A Antiga Aliança prediz a missão de Jesus, que se realiza com perfeição no sacrifício da Nova e Eterna Aliança, atualizada sobre o altar da Eucaristia. É nela que nossos olhos se abrem e podemos contemplar com clareza que Jesus Ressuscitado está presente conosco. O Concílio Vaticano II entendeu que estas "duas partes que constituem a Missa, isto é, a liturgia da Palavra e a liturgia Eucarística, são tão estreitamente unidas entre si que formam um só ato de culto" (Sacrossanctum Concilium, 56).

 - A Eucaristia não é um ato isolado, mas comunitário. Os discípulos de Emaús convidaram o Senhor para ficar e lhe ofereceram casa e pão. O mundo também reconhecerá a presença do Senhor Ressuscitado quando os cristãos viverem na generosidade e na caridade, isto é, quando de fato partirmos o pão. A presença do Ressuscitado é transformadora. Ela muda uma realidade, como mudou o ânimo daqueles discípulos, cujos corações ardiam quando ouviam as Escrituras, tornando-os missionários, que partem às pressas para anunciar esta alegria aos outros. Movidos pelo mesmo Espírito, devemos reconhecer o Senhor Ressuscitado em nossas celebrações. Precisamos ter o coração ardendo no desejo de transmitir o encontro com o Senhor a todos. Levá-lo aos que se encontram desanimados, desesperançados, céticos ou que estejam sofrendo em muitas situações injustas e desumanas. Partilhemos com todos o Pão da Palavra, o pão material e o pão da caridade. Sem isso, a credibilidade da nossa evangelização estará comprometida.

- Por fim, na segunda leitura, encontramos novamente São Pedro exortando seus irmãos na fé a viverem fielmente a própria vocação cristã, mesmo em meio às dificuldades, perseguições e provações da vida. Pelo sangue de Cristo derramado na cruz, fomos resgatados da vida fútil, das coisas vazias que são típicas do pecado. Em vez de perder tempo em coisas passageiras e de pouco valor, é melhor nos dedicarmos para que toda a nossa esperança seja colocada somente em Deus. Não basta dizermos que temos fé, precisamos confirmá-la com nossas obras.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/03/19_04_26.pdf

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