terça-feira, 28 de abril de 2026

3-LITURGIA DO 5.º DOMINGO DA PÁSCOA-ANO A

 

3-LITURGIA DO 5.º DOMINGO DA PÁSCOA-ANO A

- A ressurreição de Jesus gera nos discípulos a esperança de uma vida nova. Esta vida nova nós a obtemos através do Batismo. Por Ele, cada cristão tem acesso ao Reino de Deus e se torna pedra viva, comunidade de fé, povo renovado pela graça de Deus para edificação do Reino.

- Como discípulos, conhecemos o caminho indicado por Jesus para chegar ao Pai. Contudo, a sua realização concretiza-se através de nossa opção radical pelo Evangelho, renovada a cada momento. Jesus, presença viva do Pai, nos impele a manifestar sua vida em plenitude mediante a fé e o amor solidário.

- O amor solidário faz surgir do meio da comunidade diversos ministérios para o serviço. A comunidade dos primeiros cristãos, descrita na 1ª Leitura de hoje, atenta às necessidades, organiza os vários serviços para manter-se atualizada. Surgem os pregadores/ apóstolos, os sacerdotes, os diáconos e tantos outros. Uma Igreja ministerial que tem como "Pedra angular" (aquela que dá sentido e ordem) o próprio Jesus Cristo. Todos os ministérios da Igreja (o do Bispo, dos padres, diáconos, religiosos e leigos) têm seu sentido e jeito de ser na pessoa do Cristo Ressuscitado. A comunidade é o sacramento vivo da presença de Cristo no mundo. Em unidade e comunhão, cada um na sua vocação, realiza o mandato de Jesus de anunciar o Reino, promovendo a justiça e a paz.

- Assim nos diz Pedro, na segunda leitura, (2,9): "Vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa." Pertencer à Trindade Santa é desejar que a comunidade seja uma Igreja de servidores, na qual os cristãos formam um povo organizado, em que os membros têm diferentes tarefas. Somos um Povo de sacerdotes, cuja missão é viver uma vida coerente com os compromissos assumidos no dia do Batismo - isto é, viver (como Cristo) na entrega a Deus e no amor aos irmãos. Quais são os "sacrifícios" que eu procuro entregar a Deus todos os dias? A minha "oferta" a Deus é um conjunto de ritos desligados da vida (por mais sagrados que sejam) ou é a vivência do amor, nos gestos simples do dia a dia? - Para os cristãos, a esperança de vida nova se configura como um processo constante de conversão e, ao mesmo tempo, a possibilidade de, em Cristo, por Ele e com Ele, contemplarmos Deus face a face. Todavia, enquanto não chega esse momento tão esperado, somos convidados, como os primeiros discípulos, a converter nossas fraquezas e experimentar, bem como testemunhar, uma vida mais digna para todos.

- Os discípulos de Jesus têm que percorrer um "caminho" até chegarem a ser família de Deus. Esse "caminho" foi traçado por Jesus, na obediência a Deus e no amor aos homens. É no final desse "caminho" que os discípulos, tornados Homens Novos, encontrarão o Pai e serão integrados na família de Deus. No entanto, Jesus não é somente o modelo do "caminho"; ao mesmo tempo, Ele oferece como dom a força, a energia (o Espírito), para que o homem possa percorrer "o caminho". É o Espírito do Senhor ressuscitado que renova e transforma o homem, no sentido de o levar, a cada dia, a tornar-se nova criatura, que vive na obediência a Deus e no amor aos irmãos. Desta dinâmica nasce a comunidade de homens novos, a família de Deus, a Igreja. - Nosso grande problema é que, mesmo sabendo que somente Cristo, Caminho, Verdade e Vida, pode satisfazer nossa sede de amor e dignidade, continuamos, mesmo depois de dois mil anos da plenitude da revelação (a Encarnação), a procurar atalhos e caminhos alternativos. Sabemos como voltar para a casa do Pai, pois Cristo percorreu o caminho para nos ensinar. Ele nos deixou um mapa para a ressurreição: sua vida, sua palavra, os seus gestos de amor e a sua morte (dom pleno da vida). A "casa do Pai" é a comunidade dos seguidores de Jesus (a Igreja). Os discípulos devem seguir este caminho de obediência ao Pai, pois somente assim se tornarão a casa onde habita a plenitude da divindade: o Pai e o Filho e o Espírito Santo.

 

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