quinta-feira, 15 de outubro de 2026

3. LITURGIA DO 29.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3.    LITURGIA DO 29.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

- As Leituras deste dia nos convidam a refletir que o cristão é um cidadão como todos os outros: desfruta dos mesmos direitos e tem os mesmos deveres. Contudo, ele deverá sempre refletir sobre a escolha fundamental que deve fazer em sua vida e no exercício da missão, ou seja, voltar-se para Deus no serviço do seu Reino no mundo, anunciando o Evangelho da salvação.

- Na primeira Leitura, um rei pagão foi "instrumentos de Deus" para libertar o seu povo da escravidão da Babilônia: Ciro, rei da Pérsia. Ele foi um excelente comandante e político iluminado. Conquistou todos os impérios do Oriente, inclusive a Babilônia. No ano 538, depois de conquistar a Babilônia, permitiu que os judeus voltassem à própria terra e começassem a reconstruir o templo e a cidade de Jerusalém. O profeta chama o rei pagão de "ungido do Senhor". Ciro torna-se instrumento de Deus, mesmo sem o conhecer ou ser membro do povo da Aliança. Para nós, o texto sugere que Deus é o verdadeiro "Senhor da História" e que é Ele quem conduz a caminhada do seu povo. Deus pode se servir de qualquer pessoa para realizar seus projetos. Pode se servir de dirigentes até sem religião, desde que sejam competentes, honestos e saibam promover o bem comum e a paz. O contrário também pode acontecer: nem toda pessoa "religiosa" e bem intencionada tem a necessária competência para uma função pública.

- Já na segunda Leitura, Paulo louva o Senhor porque a Comunidade de Tessalônica abraçou com entusiasmo o Evangelho e, pela ação do Espírito Santo, deu frutos de fé, de amor e de esperança. Os missionários que lá estiveram revelam o que ainda hoje acontece em nossas comunidades: o esforço da caridade e a firmeza da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.

- No Evangelho, Jesus responde a uma pergunta política que os discípulos dos fariseus e herodianos fizeram: "É permitido ou não pagar o tributo a César?" Se dissesse "sim", Ele apareceria como colaborador da dominação romana. Se dissesse "não", Jesus seria denunciado às autoridades como subversivo. Contudo, Jesus percebe a armadilha. Pede uma moeda e pergunta: "De quem é essa imagem? e depois, diz: "Dai, pois a César o que é de César...", acrescentando: "e a Deus o que é de Deus". "Dar" significa aqui "devolver" a cada um o que lhe pertence. Não se deve dar a César o que não lhe pertence: a adoração, devida unicamente a Deus, não aos imperadores deste mundo. Assim, vemos que Jesus não nega o pagamento do tributo imperial. O amor a Deus não tira as obrigações para com a nação. Mas questiona a pretensão de César de se nivelar a Deus e exigir dos súditos culto só devido a Deus. A resposta do Mestre reduzia César às suas devidas dimensões.

- Um perigo atual é tirar o lugar de Deus. Uns reconhecem a autoridade do império, por isso servem aos interesses dele, pagando o imposto; outros querem reconhecer a autoridade de Deus, mas deixam de lado o que é de Deus. O dinheiro, o poder, o êxito, a realização profissional, a ascensão social, o clube de futebol e outras atividades, sentimentos, pessoas ou instituições podem tomar o lugar de Deus e passar a dirigir e a condicionar a vida de muitas pessoas.

- Deus é, de fato, nosso único "Senhor", a quem servimos? "Dar a César..." (a imagem de César na moeda) significa que o seguidor de Jesus tem obrigações com a sociedade em que vive. Nenhum país funciona se a população não se comprometer com a justiça social e o bem comum. O cristão deve ser um bom cidadão. É uma obrigação moral, além de civil, contribuir para o bem comum com o pagamento de impostos justos. Ao passo que "Dar a Deus" significa devolver a Deus o homem salvo e liberto, pois o ser humano foi criado à "imagem" de Deus. Por isso, seus direitos e sua dignidade devem ser respeitados por todos. Nós somos o povo de Deus que não pode ser vendido a nenhum César. Só Deus é o Senhor de nossa vida! Devolvemos, também, a Deus: a proteção da natureza, a vida dos jovens, famílias saudáveis, impostos convertidos em saúde e educação de qualidade para todos, liberdade religiosa, o domingo como dia de descanso, a solidariedade, a erradicação da fome e tantos outros gestos concretos de que o Reino já está entre nós.

- A missão de todos nós é sermos agentes de transformação nas realidades que nos cercam, segundo a Palavra que meditamos e os Sacramentos que celebramos, para que o mundo creia. Jesus conta com nossa colaboração neste Mês Missionário e sempre

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/07/18_10_26.pdf

Nenhum comentário:

Postar um comentário